As palavras são estados de espírito envidraçados em redomas baças, ideias encaixotadas, emoções metidas em gaiolas. Por isso é que quem lê uma obra-prima da literatura o faz com o espanto confinado de...
Numa escuridão total, de coração partido, cheio de desespero de vergonha e sem dinheiro, escrevi uma derradeira carta à Clotilde. Despedi-me dela com o mesmo asco doloroso que em tempos senti pela min...
O escritor monchiquense Eduardo Duarte voltou a ver a sua escrita reconhecida pelos seus pares, ao ser um dos vencedores do concurso para a coletânea “Mens Sana”, uma iniciativa da editora Livros de O...
O outro que escreve sou eu. Faço-o desta vez para justificar o medo, para consolo da minha loucura, para salvar a realidade com um pouco de ficção. Embora o que tenho para dizer agora é apenas o contr...
O outro que escreve não é ele. Sou eu, um relógio sem horas que procura nos espaços e nas coisas um rasto de acontecimentos indigestos, restos de verdade que possam transformar as memórias que o tresp...
O outro que escreve não sou eu. O que em mim é ato praticado, nele é ato inventado. O que eu aprisionei à vida, ele, livre dos meus impedimentos, teve a coragem de permitir à efabulação. O outro que e...
O sonho desfeito Na qualidade de cidadão encoberto pelo heterónimo Fernando Pronto Come, fui convidado a produzir um pequeno texto que se enquadre nas comemorações do 30º aniversário do Jornal de Monc...
O outro que escreve não sou eu. As minhas memórias não contam no calendário dele. Lembra-se de mim, claro, mas não tem as recordações frescas, escreve-as sem conhecer o sabor das circunstâncias que as...







