O monchiquense Eduardo Duarte vai lançar o seu primeiro livro «Montanário» no próximo dia 9 de dezembro, às 15h30, no snack-bar Fonte dos Chorões. A apresentação vai estar a cargo de Ana Paula Almeida...
O monchiquense Eduardo Duarte vai lançar o seu primeiro livro «Montanário» no próximo dia 9 de dezembro, às 15h30, no snack-bar Fonte dos Chorões. A apresentação vai estar a cargo de Ana Paula Almeida...
Contrariamente ao que é habitual, hoje, fujo à ficção e assento o sentido deste texto na realidade. Embora seja difícil estabelecer uma realidade única, inquestionável e objetiva, na medida em que sur...
Amanhã é o dia! Esta é uma certeza de pedra: amanhã é o dia! Em breve chegará a hora de dizer: – É agora! Ainda trago entranhados nos ouvidos os gritos com que o Noureddine exultou após o reenco...
Antes de avançar um pouco mais na minha história, há um pormenor que não pode ser ignorado. O cheiro a trampa ouve-se. O cheiro a trampa fala alto, de boca aberta, entra pelos ouvidos como uma longa r...
Foi graças à Lieva que comecei a reentrar no mundo pela porta da frente. Era bom: corríamos pelos passeios, ao nascer do sol, dissolvidos no primeiro pulsar do dia. Éramos dois traços de luz a riscar ...
O solitário não tinha nome. Ou tinha, mas era como se não tivesse, porque ninguém o dizia, porque ninguém o ouvia, e porque sem ouvir nada se diz. É como a solidão em si mesma, nós a chamarmos por alg...
“Tal como o Céu e a Terra são dois carris que avançam paralelos pelo tempo até que uma ocorrência no infinito permite a sua interseção, a ideia da existência de deuses e da eternidade encontrará, mais...
Sou feio, Deus me perdoe. Nasci numa sexta-feira treze e talvez tenha sido concebido entre o pecado de um dia das bruxas. E, pronto, foi o que deu – que os astros me ignorem – um mau-olhad...
Nessa noite, dormi no aconchego dos bancos que moldam os corpos dos sem-abrigo à brandura da humildade, perdão, da humidade, com licença. Acordei antes do sol. Esperei que o brilho dos olhos de um hom...







