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Sou feio, Deus me perdoe. Nasci numa sexta-feira treze e talvez tenha sido concebido entre o pecado de um dia das bruxas. E, pronto, foi o que deu – que os astros me ignorem – um mau-olhad...

Nessa noite, dormi no aconchego dos bancos que moldam os corpos dos sem-abrigo à brandura da humildade, perdão, da humidade, com licença. Acordei antes do sol. Esperei que o brilho dos olhos de um hom...

As palavras são estados de espírito envidraçados em redomas baças, ideias encaixotadas, emoções metidas em gaiolas. Por isso é que quem lê uma obra-prima da literatura o faz com o espanto confinado de...

Numa escuridão total, de coração partido, cheio de desespero de vergonha e sem dinheiro, escrevi uma derradeira carta à Clotilde. Despedi-me dela com o mesmo asco doloroso que em tempos senti pela min...

O outro que escreve não é ele. Sou eu, um relógio sem horas que procura nos espaços e nas coisas um rasto de acontecimentos indigestos, restos de verdade que possam transformar as memórias que o tresp...

O outro que escreve não sou eu. As minhas memórias não contam no calendário dele. Lembra-se de mim, claro, mas não tem as recordações frescas, escreve-as sem conhecer o sabor das circunstâncias que as...