O último dia de um Grande Prémio

As vitórias, as quedas e o regresso do Motociclismo ao AIA em 2022

A adesão massiva ao Grande Prémio Brembo do Algarve era visível, não só pela quantidade de automóveis que se podia vislumbrar um pouco por todo o circuito, como também pelos milhares de espetadores espalhados pelas onze bancadas disponíveis no Autódromo Internacional do Algarve (AIA).

No ar pairavam alguns sentimentos como ansiedade e alegria, mas a felicidade e euforia nas bancadas era contagiante. Começou-se o tão aguardado dia pelos famosos “warm up´s”, onde o objetivo consistia, fundamentalmente, em rever as condições das motas com o objetivo de ultimar as afinações para o momento decisivo.

Em Moto3 Acosta (Red Bull KTM Ajo) liderou a tabela de tempos mostrando assim que a “volta” final ainda não tinha sido dada, pois a sua garra e convicção revelavam que até aquele momento continuava com os olhos postos no título de campeão mundial.

Na categoria de MotoGp, Bagnaia (Ducati Lenovo Team) foi pela sexta vez consecutiva o piloto mais rápido, o que fez com que fosse o primeiro a partir da “pole position” e, como tal, o grande candidato à vitória.

Já Miguel Oliveira partiu da 17.ª posição e o francês Fabio Quartararo, que já se sagrou campeão do mundo, da sétima.

Na corrida de Moto3 o espanhol Pedro Acosta sagrou-se campeão mundial, tornando-se assim no primeiro estreante a conquistar este título desde 1990 (Loris Capirossi). No pódio seguiram-se os italianos Andrea Migno (Rivacold Snipers Team) e Niccolò Antonelli (Avintia VR46 Academy).

A corrida foi sempre muito renhida entre Foggia e Acosta, mas Binder colidiu com Foggia na última volta, levando inevitavelmente Acosta à grande vitória e ao título de Roockie do Ano.

Na prova rainha, o campeão Fabio Quartararo caiu na 22.ª volta e já não regressou. Bagnaia (Ducati Lenovo Team) liderou a prova firmemente, apesar de Joan Mir (Team SUZUKI ECSTAR) estar sempre na retaguarda à espera de uma oportunidade para o vencer, no entanto os esforços foram em vão, uma vez que Bagnaia triunfou.

O herói da casa, Miguel Oliveira, iniciou a prova de forma surpreendente decido e convicto a fazer o que fosse preciso para singrar, subiu rapidamente sete posições na grelha, no entanto, a uma volta do final foi atingido por Iker Lecuona e abandonou a corrida de maca, foi posteriormente visto pelos médicos e encontra-se bem.

O pódio compôs-se por Bagnaia (Ducati Lenovo Team), Joan Mir (Team SUZUKI ECSTAR) e Jack Miller (Ducati Lenovo Team), respetivamente.

A luta final ocorreu entre os companheiros de equipa da categoria de Moto2, Remy Gardner (Red bull KTM Ajo) e Raul Fernandez (Red bull KTM Ajo), tendo saído Gardner vitorioso, seguindo-se-lhe Fernandez e Sam Lowes (Elf Marc VDS Racing Team).

Pilotos e equipas seguem caminho até Valência onde se defrontarão na última etapa do campeonato e onde será entregue o título de campeão mundial de Moto2.

Segundo o calendário provisório anunciado pela Dorna, em abril de 2022, o AIA voltará a abrir portas para receber pela 18.ª vez em Portugal um Grande Prémio de Motociclismo.

AIA/JM

Foto (Nelson R Inácio): 1.º Bagnaia (Ducati Lenovo Team), 2.º Joan Mir (Team SUZUKI ECSTAR) e 3.º Jack Miller (Ducati Lenovo Team).