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Monchique homenageia padre Ferro e José Rosa Sampaio

Padre Ferro (esq.) José Rosa Sampaio (dir.) - Reprodução/Município de Monchique

Por ocasião das comemorações do Dia da Vila, na próxima quinta-feira (14) – feriado municipal -, o Município de Monchique vai homenagear o padre Ferro e José Rosa Sampaio, atribuindo os seus nomes a dois arruamentos do concelho.

A rua que percorre a EN 266-3 (conhecida como Estrada da Foia), no troço urbano que liga a rotunda de São Sebastião até ao lote 1 da Urbanização da Ceiceira, levará o nome de “Pe. Firmino Dinis Ferro”.

Por sua vez, José Rosa Sampaio dará o seu nome ao arruamento em São Roque que serve a fachada principal da escola básica, os lotes 4 a 8 e os edifícios E1 e E2 da Urbanização de São Roque.

O descerramento das placas de toponímia vai ocorrer a partir das 10h, integrado nas comemorações do Dia da Vila (veja aqui o programa completo do feriado).

Quem foi o padre Ferro

Firmino Dinis Ferro nasceu em Lisboa em 7 de novembro de 1943, com raízes familiares em Tavira. Foi ordenado padre em 27 de julho de 1969 e serviu as paróquias de Monchique como pároco de 1974 a 1989. Foi ainda pároco em Ferragudo, Silves, Faro (São Pedro, Estói e Santa Bárbara de Nexe) Olhão (Pechão e Quelfes) e Santa Luzia de Tavira. Em 2005, na posição de cónego membro do cabido catedralício da Sé de Faro, foi nomeado vigário geral da Diocese do Algarve, função que manteve até ao seu falecimento, em 14 de janeiro de 2016.

Na sua passagem por Monchique, o padre Ferro “deixou uma marca indelével, fruto do seu dinamismo e empenhamento”, segundo o município, que destaca o facto de, por iniciativa do homenageado, terem sido construídos o centro paroquial e a casa da paróquia.

Padre Ferro foi também escuteiro, dirigente do Agrupamento 100 de Tavira do Corpo Nacional de Escutas, assistente dos Agrupamentos 383 de Monchique e 181 de Silves, membro do conselho presbiteral e do colégio de consultores da Diocese do Algarve e, ainda, administrador do jornal “Folha do Domingo”.

Quem foi José Rosa Sampaio

José Rosa Sampaio nasceu em Monchique em 13 de julho de 1949, onde viveu até aos 12 anos. Depois dos estudos, em Portugal e no estrangeiro, começou a trabalhar em hotelaria, onde foi quadro superior, jornalista e professor de história. Destacou-se como investigador, tendo estudado a história e a etnografia de vários concelhos do Algarve, principalmente de Monchique.

Publicou vários trabalhos, com financiamento próprio, e escreveu textos de ficção e poesia. As monografias das freguesias de Alferce (2002) e Marmelete (2018) são da sua autoria e, da sua investigação histórica, destaca-se também “Monchique na Primeira República”. Parte da sua obra foi recolhida em diversos livros e antologias. Faleceu em Lisboa, em 20 de junho de 2019.

Em 2024, o Município de Monchique, após duas edições do autor, em 2007 e 2015, editou o livro de poesia “O Néctar dos Dias”, bem como “Conversas com Graham Greene e Algumas Histórias Intemporais”, um conjunto de textos de teor histórico e memórias ligeiramente ficcionadas.

Foto: Padre Ferro (esq.) José Rosa Sampaio (dir.) – Reprodução/Município de Monchique

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