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Ações têm como meta proteger património rural e florestal da região

Formação em inteligência emocional - Foto-Divulgação_CREPC Algarve

Algumas iniciativas recentes colocadas em prática em Monchique e, de uma forma geral, na região do Algarve, visam evitar novos focos de incêndio e proteger o património rural e florestal.

Um exemplo é o conjunto de ações de formação em inteligência emocional dirigidas aos corpos de bombeiros algarvios, no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2026.

A ação é do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve (CREPC Algarve), em estreita articulação com a Federação de Bombeiros do Algarve (FBA) e com o apoio da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), que assegurou o financiamento da iniciativa. 

“Sob o lema ‘Proteger Quem Protege – Para Além da Farda’, esta iniciativa afirma uma visão clara e estratégica. A eficácia operacional não se esgota nos meios e nas técnicas, constrói-se, sobretudo, nas pessoas”, divulgou o CREPC Algarve em comunicado.

De acordo com o órgão, trata-se de “uma formação pioneira na região, introduzindo uma abordagem inovadora na preparação dos bombeiros”, centrada no desenvolvimento de competências emocionais enquanto fator crítico de desempenho em contexto de emergência.

“Num cenário operacional cada vez mais exigente, marcado por elevados níveis de pressão, risco e desgaste contínuo, torna-se imperativo capacitar os bombeiros para responder com equilíbrio, resiliência e capacidade de decisão”, referiu, ainda, o comando. “A Inteligência Emocional assume, assim, um papel determinante na prontidão e eficácia das forças, afirmando-se como uma competência operacional essencial.”

As ações de formação visam desenvolver competências práticas em áreas determinantes para a atividade operacional, nomeadamente:

• Gestão emocional em situações de elevada pressão;

• Comunicação assertiva e escuta ativa;

• Prevenção e gestão de conflitos;

• Relação com vítimas, familiares e equipas;

• Reconhecimento e gestão do trauma e do desgaste emocional;

• Liderança emocionalmente inteligente.

Serão três ações presenciais distribuídas pela região, em turmas reduzidas, privilegiando uma abordagem prática, participativa e orientada para a realidade operacional dos bombeiros.

É intenção das entidades promotoras que a formação possa ser progressivamente replicada e alargada, consolidando-se como uma componente estruturante na capacitação dos operacionais a nível regional.

Diploma promulgado

Ainda na primeira quinzena de abril, um diploma que conclui o processo de designação da Zona Especial de Conservação (ZEC) de Monchique foi promulgado pelo presidente da República, António José Seguro. 

De acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), as ZEC foram criadas ao abrigo da diretiva “Habitats”, com o objetivo expresso de contribuir para assegurar a biodiversidade.

Em comunicado do Conselho de Ministros, o governo afirmou que a conclusão dos processos de designação das ZEC da Serra de Montemuro, do Rio Paiva e de Monchique visa assegurar “a proteção eficaz dos habitats naturais e das espécies da flora e fauna selvagens presentes” nesses territórios.

Paralelamente, decorreu nos dias 13 e 14 de abril, em Monchique, mais uma Ação de Treino Operacional (ATO) dedicada à utilização de máquinas de rasto (MR) no combate a incêndios rurais. A ação contou com a participação de vários corpos de bombeiros (CB) e dos Serviços Municipais de Proteção Civil (SMPC) do Barlavento Algarvio. 

Foto: Divulgação/CREPC Algarve

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