Portimão celebra Nuno Júdice e a sua relação com as artes plásticas
“Nuno Júdice – O Prazer das Imagens” é o nome da exposição que o Museu de Portimão inaugurou no passado dia 20 e que poderá ser visitada até 18 de janeiro de 2026.
Com curadoria de José Gameiro, Manuela Júdice e Filipa Leal, a exposição convida a atravessar a escrita do algarvio Nuno Júdice, nascido na Mexilhoeira Grande, como se fosse uma estrada sempre paralela à de alguns dos seus companheiros de viagem.
Os portugueses Graça Morais, Júlio Pomar, Jorge Martins, Rui Chafes, Manuel Amado, Duarte Belo e os franceses Bernard Cornu, Colette Deblé e Julie Ganzin são alguns dos artistas da mostra. Ela inclui poemas inéditos de Nuno Júdice e depoimentos de nomes como o do ator e encenador Luís Miguel Cintra ou Donatien Grau, conselheiro da presidência do Museu do Louvre para os programas contemporâneos.
Igualmente serão exibidos os filmes-documentários “Eco, Nuno Júdice”, de Rita Féria e Teresa Júdice da Costa, e “Nuno Júdice, 3”, do Arquivo-RTP, gravado no programa “Com Todas as Letras”, de agosto de 1975, coordenado por Eduardo Prado Coelho, Manuel Alberto Valente e Manuel Costa Silva.
Durante toda a sua vida, Nuno Júdice desenhou, fez collages e fotografou, a par da sua produção poética. As obras estão nos mais de 20 cadernos inéditos do seu espólio. Uma destas páginas, pelo menos, poderá ser vista pela primeira vez e inclui o poema “Derrapagem” e uma data: 30/12/2015 (foto).
Dez anos depois, “Derrapagem” inspirou Manuela Pimentel a criar uma obra homónima, que será mostrada pela primeira vez na exposição. A pintora do Porto, uma das mais jovens representadas na mostra, já tinha uma obra inspirada noutro poema de Nuno Júdice.
Aceda aqui aos detalhes sobre o funcionamento da exposição e do museu, tais como horários e preçário.

