O Centro Ciência Viva de Lagos e a Fortaleza de Sagres promovem, de quinta-feira (22) a sábado (24), a décima edição da Nova Escola de Sagres, uma iniciativa que convida a descobrir o património histórico e natural por meio da ciência, da tecnologia e da experimentação.
A edição deste ano pretende propor uma viagem entre passado e presente para compreender de que forma a ciência permite identificar, interpretar e conhecer as marcas deixadas pelo clima.
Na quinta e na sexta-feira (23), entre as 9h30 e as 17h30, as escolas do primeiro ao terceiro ciclo do ensino básico serão convidadas a participar gratuitamente num conjunto de atividades práticas e experimentais, especialmente concebidas para promover a curiosidade, a descoberta e a aprendizagem pela experiência.
Entre as propostas está a construção de uma caravela modular de 10 metros, uma atividade que permitirá explorar conceitos relacionados com a navegação e a construção naval. Os participantes poderão ainda manusear instrumentos, interpretar mapas e cartas, utilizar relógios de sol, explorar coleções e conteúdos em realidade virtual e descobrir aplicações de modelação 3D, robótica e programação.
A iniciativa pretende aproximar os mais jovens da ciência por meio de uma abordagem interdisciplinar, estabelecendo pontes entre o património histórico e natural de Sagres, a ciência e a tecnologia.
A Nova Escola de Sagres assume-se, assim, como um espaço de aprendizagem fora da sala de aula, onde o património deixa de ser apenas objeto de observação para se tornar ponto de partida para novas perguntas e descobertas.
O sábado, por sua vez, será dedicado ao público em geral, alargando a experiência a famílias e visitantes que queiram descobrir a relação entre ciência, património e memória do clima.
Nesse dia, às 16h, a fortaleza acolhe a palestra “O que a Água nos Conta sobre o Passado e o Futuro”, proferida por Vânia Sousa, pró-reitora da Universidade do Algarve (UAlg), cujo percurso se tem centrado nos recursos hídricos, na sustentabilidade e na literacia climática.
Numa intervenção de 30 minutos, a oradora irá refletir sobre a forma como os sistemas naturais – em particular os recursos hídricos e os ecossistemas do Algarve – conservam sinais das alterações climáticas, e sobre o modo como esse conhecimento pode apoiar a construção de um território mais resiliente e sustentável.
A palestra antecede a inauguração da exposição da artista têxtil Vanessa Barragão, promovida pela fortaleza. Inspirada nos oceanos e criada a partir de desperdícios têxteis, a obra da artista dialoga de perto com o tema da edição.
Foto – Reprodução/Divulgação Centro Ciência Viva de Lagos
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