Investigadores portugueses, com o apoio da Câmara Municipal de Monchique e da equipa do voluntariado ambiental para a água da APA-ARH Algarve (Agência Portuguesa do Ambiente – Administração da Região Hidrográfica do Algarve), pedem o auxílio da população para a monitorização do inseto australiano Trichilogaster acaciaelongifoliae.
A trichi, como é popularmente conhecida, é um agente de controlo biológico para combater a planta invasora acácia-de-espigas (Acacia longifolia). Dentro do programa anual de observação sobre o tema, são solicitados registos de acácia-de-espigas (foto), com imagens e anotações.
As galhas estão muito visíveis atualmente e são estruturas arredondadas ou irregulares, geralmente agrupadas nos ramos, que se formam no lugar das flores ou de novos rebentos. Cada registo, com ou sem galhas, pode ajudar a perceber onde a trichi já chegou e que efeito está a ter, já que o inseto deposita seus ovos nessas estruturas.
De acordo com os investigadores, faltam registos na zona do Algarve, pelo que esperam novas contribuições, com ou sem trichi, em zonas diferentes. “Todos os registos são muito bem-vindos e uma importante ajuda para conseguirmos monitorizar o estabelecimento e efeitos deste agente em toda a extensão onde está presente”, diz Elizabete Marchante, cientista da Universidade de Coimbra.
Como participar
Quem encontrar a planta pode registar o facto pela aplicação Epicollect5. Segundo os investigadores, a ação demora menos de cinco minutos. Os passos a seguir são:
– Instalar a aplicação, disponível para Android e iOS, no telemóvel;
– Abri-la e clicar em “+Adicionar projeto/+Add Project”;
– Escrever “Registo de Trichilogaster acaciaelongifoliae”. Ao inserir a parte inicial do nome, deve ser logo localizada a opção;
– Selecione-a e clique no nome.
Esses quatro passos não voltam a ser necessários em registos posteriores. Assim, quando observar novamente uma acácia-de-espigas (com ou sem galhas), abra o projeto na app e siga os passos seguintes:
– Clique em “+Adicionar entrada/ +Add entry”, no canto superior direito;
– Preencha o formulário, avançando com “Próximo/Next>”;
– Sempre que possível, adicione fotografias das galhas e da planta;
– No campo das notas, pode indicar informação útil (por exemplo, sobre a área que está a observar);
– Ao fim, clique em “Salvar entrada/Save entry” e, depois, em “Enviar/Upload Now”;
– Confirme que fez o upload dos dados e das fotografias, clicando em “Enviar dados/ Upload data” e também em “Enviar fotos/ Upload photos”.
Os investigadores orientam que, caso não seja possível usar a aplicação, os registos sejam feitos nas plataformas iNaturalist e BioDiversity4All – porém, apenas em último caso. O ideal é que, em cada área, sejam registados cinco pontos, distantes uns dos outros algumas centenas de metros ou poucos quilómetros – ou seja, pontos dispersos ao longo do território.
Registos no Epicollect5 de espécies como outras acácias e leguminosas, que estejam próximas de acácia-de-espigas com galhas, também são bem-vindas. Mais informações podem ser obtidas em https://www.invasoras.pt/pt/vamos-mapear-trichi.
Esta reportagem foi originalmente publicada na edição n.º 512 do JORNAL DE MONCHIQUE
Foto: Acácia-de-espigas – reprodução/site invasoras.pt
#monchique #jornaldemonchique #algarve













