A Assembleia Municipal de Monchique aprovou, por maioria, na sua 3.ª sessão ordinária, realizada no passado dia 25 de junho, a moção “Intervenção urgente na EN266 (Monchique/Portimão)”. O documento recolheu 17 votos a favor e uma abstenção.
Na moção, a Assembleia sublinha que a EN266 constitui “a principal via de ligação de Monchique a Portimão”, sendo considerada “vital para a mobilidade, a economia e as operações de socorro” do concelho.
O documento alerta para o estado de degradação da estrada, referindo a existência de desmoronamentos de taludes, abatimentos de piso, danos nas guardas de segurança e valetas obstruídas. Como exemplo, é apontado o troço entre o Barracão (km 51+700) e Vale de Boi (km 53+115).
É destacado ainda que as intempéries registadas em janeiro e fevereiro provocaram fortes “aluimentos em Gil Bordalo (km 46+150), no Miradouro das Caldas (km 47+640) e no Barranco do Banho (km 48+250 e km 48+350)”, locais onde a circulação automóvel se faz atualmente de forma alternada, por uma única via, regulada por semáforos.
Segundo o documento, a aproximação da época de verão e o previsível aumento do tráfego agravam o estrangulamento da circulação, causando prejuízos à economia local e ao setor do turismo, ao comprometerem “a qualidade e a segurança dos acessos a Monchique e à Fóia, o segundo ponto turístico mais visitado do Algarve”.
Perante esta situação, a Assembleia Municipal deliberou exigir à Infraestruturas de Portugal, IP a realização imediata de obras nos locais afetados pelos aluimentos — nos km 46+150, km 47+640, km 48+250 e km 48+350 —, bem como “a reposição das duas vias de circulação”.
Os eleitos reclamam ainda a reparação do pavimento, das drenagens, dos taludes e dos elementos de segurança, “com especial atenção ao troço entre Barracão e Vale de Boi”. A moção apela, igualmente, ao ministro das Infraestruturas e da Habitação “a inscrição prioritária da requalificação integral da EN266 nos investimentos nacionais”, manifestando, em simultâneo, “o firme protesto da população pelo arrastar desta situação que afeta a segurança rodoviária e a economia local”.
A moção foi remetida ao ministro das Infraestruturas e da Habitação, à Infraestruturas de Portugal, IP, à CCDR Algarve, aos grupos parlamentares presentes na Assembleia da República, à concessionária Rotas do Algarve Litoral e aos órgãos de comunicação social.
Foto: JM











