Teatro de Portimão e arredores exalam cultura após o entardecer
No próximo dia 2, pelas 22h, o TEMPO (Teatro Municipal de Portimão) recebe o espetáculo “Luís Galrito canta Zeca Afonso”, uma homenagem a José Afonso, figura incontornável da cultura portuguesa e símbolo de liberdade e resistência.
No concerto, Luís Galrito revisita, com voz e guitarra, as canções mais emblemáticas de Zeca Afonso, cruzando música, palavra e imagem numa narrativa.
Antes, neste sábado (26), o jardim 1º de Dezembro – que fica mesmo em frente ao teatro – acolhe a última sessão da quinta edição do ciclo de encontros “Verão Azul, Conversas Partilhadas no Jardim”, que traz a Portimão conversas literárias ao entardecer.
A iniciativa inspira-se no título do livro “Agosto Azul”, da autoria do escritor nascido em Portimão e ex-presidente da República, Manuel Teixeira Gomes, e visa promover a literatura e os atuais autores portugueses de referência.
Sob o tema “O futuro é já ali – vislumbres da literatura que aí vem”, a edição convida prestigiadas personalidades, entre ficcionistas, poetas, ensaístas, editores e tradutores, para lançarem a reflexão sobre o futuro da literatura face ao novo paradigma tecnológico da inteligência artificial, colocando ainda o foco na questão das vanguardas, no papel da literatura num tempo distópico e no cânone literário por vir.
Na quarta e última sessão, a jornalista e ensaísta Isabel Lucas e o ensaísta Abel Barros Batista vão procurar responder à questão “Que cânone futuro para a literatura do presente?”. Quantos escritores portugueses sobreviverão ao crivo da posteridade e quem continuará a ser lido daqui a cem anos serão as bases de uma análise mais aprofundada.
As conversas são moderadas pelo crítico literário José Mário Silva, coordenador da secção de livros do jornal “Expresso”, e por João B. Ventura, ensaísta literário e editor da revista de cultura “Zeus”, ambos curadores do evento.

