A mítica chegada ao alto da Fóia voltou a não desiludir e foi palco de um duelo de luxo entre as maiores figuras da prova. A 2.ª etapa, que ligou Portimão ao Alto da Fóia, no concelho de Monchique, terminou com triunfo de Paul Seixas, após um sprint explosivo nos metros finais.
A segunda metade da tirada foi maioritariamente percorrida na exigente Serra de Monchique, num constante sobe e desce que foi desgastando o pelotão. Subidas técnicas, descidas rápidas e um ritmo elevado imposto pelas equipas dos favoritos selecionaram o grupo antes da ascensão final.
Numa inédita abordagem ao alto da Fóia, os derradeiros três quilómetros revelaram-se decisivos. A inclinação irregular e as mudanças de ritmo criaram o cenário ideal para o confronto direto entre os principais candidatos.
Como se previa, João Almeida (UAE Team Emirates), Juan Ayuso (Lidl-Trek) e Paul Seixas (Decathlon AG2R La Mondiale Team) confirmaram o favoritismo.
Almeida chegou mesmo a descolar a meio da subida final, quando Ayuso e Seixas lançaram um ataque incisivo. No entanto, fiel ao seu estilo combativo, o português conseguiu regressar à frente da corrida, limitando perdas e relançando a luta pela vitória.
O sprint final foi decidido por escassos centímetros, Seixas mostrou maior frescura e potência, batendo Ayuso na linha de meta, João Almeida cortou a meta a apenas um segundo, mantendo-se totalmente dentro da discussão pela geral.
Com as bonificações, Juan Ayuso assume agora a camisola amarela, embora com o mesmo tempo de Paul Seixas, que passou a liderar a classificação por pontos (camisola verde) e também a juventude (camisola branca), confirmando o excelente início de prova.
João Almeida ocupa a terceira posição da geral, a apenas sete segundos da liderança, mantendo intactas as ambições numa corrida que promete continuar ao rubro.
Na montanha, a camisola azul pertence a Tomas Contte, da equipa Aviludo-Louletano-Loulé, que tem sido presença constante nas fugas e soma pontos importantes nas contagens intermédias.
A etapa da Fóia voltou a cumprir o seu papel tradicional: selecionar, testar, e criar diferenças mínimas mas decisivas. Com diferenças tão curtas entre os principais candidatos, cada bonificação e cada segundo poderão ser determinantes até ao final.
O Algarve volta assim a afirmar-se como palco privilegiado do ciclismo internacional, com a serra de Monchique a oferecer espetáculo, dureza e uma luta intensa que promete prolongar-se nas próximas etapas. Veja mais fotos abaixo.
Mais fotos da etapa 2 em: https://www.facebook.com/jornaldemonchique/
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Volta ao Algarve 2026 – Foto: Todos os direitos reservados – Jornal de Monchique/ Monchiqueiro Photosports (Nelson Inácio)












