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Empresa de cibersegurança aponta 5 cuidados no novo ano letivo

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Livros, cadernos e horários fazem parte da preparação para um novo ano letivo, mas preparar o regresso às aulas passa também por garantir a segurança digital de crianças e jovens.

Computadores, tablets, telemóveis, plataformas escolares e ferramentas de inteligência artificial fazem hoje parte das rotinas de estudo de muitos alunos. Isso significa também gerir contas, aplicações e serviços onde podem estar guardados dados pessoais, credenciais e trabalhos escolares.

A empresa de cibersegurança ESET, com origem na Europa, recomenda, por isso, que as famílias façam uma revisão da segurança dos equipamentos e serviços que serão utilizados durante o ano. Veja alguns conselhos:

  1. Atualizar e proteger os dispositivos

Verifique se o sistema operativo, o navegador e as aplicações instaladas estão atualizados. As atualizações não servem apenas para introduzir novas funcionalidades. Corrigem também vulnerabilidades que podem ser exploradas por atacantes. A ESET recomenda igualmente manter ativa e atualizada uma solução de cibersegurança capaz de ajudar a identificar ficheiros maliciosos, bloquear páginas fraudulentas e impedir a execução de ameaças. É também um bom momento para remover aplicações, programas e extensões que já não são utilizados.

  1. Proteger as contas que vão acompanhar o ano letivo

Correio eletrónico, armazenamento online, plataformas escolares e aplicações podem concentrar uma parte importante da atividade digital de um aluno. As principais contas devem utilizar credenciais diferentes e difíceis de adivinhar. Sempre que esteja disponível, deve também ser ativada a autenticação multifator, acrescentando uma camada adicional de proteção caso uma credencial seja descoberta ou roubada. É igualmente importante verificar se os mecanismos de recuperação das contas estão atualizados, incluindo o endereço de correio eletrónico ou o número de telefone utilizados para recuperar o acesso. No caso das crianças mais novas, os pais devem conhecer as principais contas utilizadas e ajudar na configuração dessas opções.

  1. Rever a privacidade e as permissões das aplicações

Câmara, microfone, localização, contactos e ficheiros são algumas das permissões que podem ser solicitadas pelas aplicações instaladas num computador ou telemóvel. Antes do novo ano letivo, vale a pena verificar que aplicações têm acesso a essa informação e retirar permissões que já não sejam necessárias. Uma aplicação utilizada apenas para consultar documentos, por exemplo, dificilmente necessitará de acesso permanente à localização ou ao microfone. Também devem ser removidas aplicações que deixaram de ser utilizadas, sobretudo quando continuam a ter acesso a informações pessoais ou a outras funcionalidades do dispositivo.

  1. Utilizar inteligência artificial com sentido crítico

Ferramentas de inteligência artificial podem ajudar a pesquisar, organizar informação, esclarecer dúvidas ou preparar trabalhos. A sua utilização deve, no entanto, ser acompanhada por alguns cuidados.  Os alunos não devem introduzir credenciais, dados bancários, documentos pessoais, moradas, informação confidencial sobre a família ou outros dados sensíveis num chatbot ou assistente de inteligência artificial. Também é importante verificar as respostas recebidas. Uma ferramenta pode apresentar informação incorreta ou inventada de forma convincente, pelo que não deve ser encarada automaticamente como uma fonte fiável.

  1. Desconfiar de mensagens que criam urgência

Uma alegada conta escolar que tem de ser atualizada, um pagamento pendente, um documento que precisa de ser consultado imediatamente ou um aviso de que o acesso será bloqueado podem ser utilizados para levar o destinatário a agir sem pensar. Pedidos inesperados para fornecer credenciais, efetuar pagamentos, instalar programas ou abrir ficheiros devem ser encarados com cautela. Quando uma mensagem alegadamente enviada por uma escola, professor ou outro serviço suscita dúvidas, o pedido deve ser confirmado em um canal oficial antes de ser realizada qualquer ação. O mesmo cuidado se aplica aos códigos QR, que não devem ser considerados seguros apenas porque aparecem num documento, mensagem ou contexto aparentemente familiar. Antes de introduzir dados pessoais ou credenciais, deve ser verificado o endereço da página aberta.

A ESET sublinha que a segurança digital resulta da combinação entre tecnologia e bons hábitos. Manter os dispositivos protegidos e atualizados é importante, mas também o é saber parar perante uma mensagem inesperada, pensar na informação que estamos a partilhar e pedir ajuda quando alguma coisa parece estranha.

Foto: @tippapatt/AdobeStock

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