Certame “Vamos à Vila” é “sucesso” com “arestas a limar”

O certame “Vamos à Vila” teve lugar no fim de semana de 28 e 29 de maio, dias em que as ruas de Monchique foram a casa de sete “aldeias” fictícias, compostas por bancas e pequenos estabelecimentos, que deram a conhecer ao público vários produtos e tradições deste concelho algarvio.

O evento arrancou com o momento da inauguração, na manhã de sábado, onde estiveram presentes os representantes das autarquias locais e das forças de segurança do concelho. O discurso de abertura ficou a cargo do presidente da Câmara Municipal de Monchique (CMM), Paulo Alves, ladeado pelos vereadores desta instituição, Humberto Sério e Helena Martiniano. O edil aproveitou para agradecer à equipa de comunicação e imagem da CMM e aos expositores e participantes que ajudaram no certame. O autarca também mostrou a sua gratidão a “quem foi desassossegado” aquando da preparação da iniciativa e explicou a razão de ser do nome criado para a mesma, dizendo que “os vizinhos, mesmo que morassem ao pé da vila, diziam uns para os outros: ‘Oh vizinho, então não vamos à vila?’”. Segundo o presidente da CMM, a seleção desta expressão resultou da “recolha de dezenas de opiniões até surgir” o título final. “Queremos mostrar a quem nos visita o que temos de mais genuíno”, afirmou, antes de concluir a sua intervenção apelando aos visitantes para que tirassem “partido do certame”.

A Fanfarra dos Bombeiros de Portimão iniciou a sua marcha musical pelas ruas de Monchique, passando pelos diferentes pontos de interesse relacionados com a atividade. Mais atrás, a comitiva presente na cerimónia de inauguração passou pelos estabelecimentos e bancas de cada “aldeia” como forma de assinalar o arranque oficial do evento.

As sete “aldeias” criadas para o evento localizavam-se em diferentes pontos da vila. Além de lugares como os largos dos Chorões, da Misericórdia e da Igreja, os participantes também poderiam exibir e vender os seus produtos na Rua do Porto Fundo, no Mercado Municipal, no jardim da Junta de Freguesia e na zona da Galeria de Santo António.

Os visitantes puderam apreciar os produtos e iguarias tradicionais do concelho, como os enchidos, o presunto, a aguardente de medronho e seus derivados, tapeçarias, artesanato, alimentos frescos ou vários comes e bebes. O certame também incluiu vários momentos musicais de conjuntos e artistas que atuavam por todas as “aldeias” ao longo dos dois dias, com destaque para o concerto de Rão Kyao, que teve lugar na Igreja de Matriz de Monchique. Workshops, sessões de teatro infantil ou caminhadas foram alguns dos outros elementos que contribuíram para a dinamização do evento.

No segundo dia desta iniciativa, o presidente da CMM afirmou que “pode-se certamente ver que é um sucesso”, mas que o balanço final seria apenas realizado “após nos reunirmos com os participantes para ouvirmos a sua opinião sobre o decorrer do certame”.

O JM falou com alguns participantes e expositores deste evento que consideraram que, “no geral, foi bom”, embora tenham admitido que ainda existem “algumas coisas a melhorar”, nomeadamente nas áreas da “divulgação, disposição de alguns aglomerados e competitividade com a maior centralidade de outras zonas”.

Diogo Petreques

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