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Ciência marca o primeiro semestre do ano no Algarve

Equipa do ICArEHB- Foto-Reprodução_Divulgação

O Algarve viu aprovado, no fim do passado mês de abril, seu maior investimento de sempre em ciência e investigação: o Centro Interdisciplinar de Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano (ICArEHB) ganhou o primeiro teaming for excellence a realizar na região, com um financiamento de 31,5 milhões de euros.

“A melhor homenagem à ciência e ao conhecimento, a poucos dias do assinalar do Dia Nacional do Cientista, 16 de maio, data de nascimento do professor Mariano Gago”, assinalou José Apolinário, presidente da CCDR-Algarve (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve).

Refira-se que, em 2025, de acordo com o painel de inovação da União Europeia (European Innovation Scoreboard), o Algarve passou de região “inovadora emergente” para “inovadora moderada”, integrando o grupo de regiões europeias que apresentam um índice de inovação entre 70% a 100% da média.

Contando desde o início com o apoio da CCDR-Algarve e da autoridade de gestão do programa regional Algarve 2030, o projeto liderado pelo ICArEHB, em parceria com a Universidade do Kiel (Alemanha), nasce da ambição de criar um setor europeu de inovação dedicado ao património cultural, o UAlgTec Heritage, usando a inteligência artificial para proteger, estudar e dar a conhecer o património arqueológico.

O teaming for excellence vai catapultar o investimento em ciência e inovação nos anos 2026, 2027 e 2028 e contará com o financiamento do Algarve 2030, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UAlg (Universidade do Algarve) e do Património Cultural, I.P.

Geoparque Algarvensis reconhecido

Para além do investimento do ICArEHB, o território do Geoparque Algarvensis – que abrange os municípios de Loulé, Silves e Albufeira – foi reconhecido como Geoparque Mundial da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) também neste primeiro semestre.

Agora, o sítio integra a Rede Mundial de Geoparques (Global Geoparks Network – GGN) que passa a contar com 241 geoparques mundiais do órgão distribuídos por 51 países.

A designação foi aprovada no âmbito do Programa Internacional de Geociências e Geoparques da UNESCO, que reconheceu 12 novos locais, reforçando o papel desses territórios na promoção do desenvolvimento sustentável à escala global.

Com o reconhecimento, Portugal passa a integrar sete geoparques mundiais, consolidando o seu posicionamento internacional na valorização do património geológico e na implementação de estratégias sustentáveis de desenvolvimento territorial.

O Geoparque Algarvensis tem um território contínuo de 2.427 km² que integra a serra, o barrocal e o litoral, incluindo uma significativa componente marinha.

O reconhecimento distingue o património geológico de relevância internacional do território, cuja história se estende por mais de 300 milhões de anos, testemunhando processos fundamentais da evolução da Terra, como a formação do supercontinente Pangeia, a abertura do oceano Atlântico e eventos de extinção em massa.

O sítio afirma-se, ainda, como um modelo de desenvolvimento sustentável, promovendo a integração entre património natural, cultural e comunitário, com forte aposta na educação, no geoturismo e na participação ativa das comunidades locais.

A nova fase para o território implica um compromisso contínuo com os valores e princípios da UNESCO, bem como com os critérios estabelecidos pelo Programa Internacional de Geociências e Geoparques da UNESCO (IGGP), nomeadamente nas áreas da conservação, educação e desenvolvimento sustentável.

A distinção agora atribuída resulta de um trabalho conjunto entre os municípios de Loulé, Silves e Albufeira, a UAlg, entidades públicas, comunidade científica e comunidades locais. Reforça também o compromisso do Geoparque Algarvensis com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, contribuindo para a promoção da literacia científica, a proteção do património natural e a afirmação do território a nível nacional e internacional.

Foto: Reprodução/Divulgação

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