A manhã da segunda etapa da Volta ao Algarve 2026, na passada quinta-feira (19), ficou marcada por um gesto simbólico: a plantação de cinco carvalhos-de-monchique na Foia, precisamente no dia em que a corrida voltou a terminar no ponto mais alto do Algarve.
A iniciativa foi promovida pela Federação Portuguesa de Ciclismo, em parceria com o GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente), no âmbito do projeto Renature Monchique, que desde 2019 trabalha na recuperação ecológica da serra após o incêndio de 2018.
Participaram na ação os presidentes da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa; do GEOTA, Américo Ferreira; da Região de Turismo do Algarve (RTA), André Gomes; da Câmara Municipal de Monchique, Paulo Alves, e da Associação de Ciclismo do Algarve, Ricardo Rodrigues.
Recuperar a serra, envolver a comunidade
O projeto Renature Monchique nasceu na sequência do incêndio de 2018, que devastou cerca de 28 mil hectares da serra. Desde 2019, já foram intervencionados 1.585 hectares e plantadas 580 mil árvores autóctones.
Desenvolvido por meio de uma parceria entre o GEOTA, a Ryanair, a RTA, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e o Município de Monchique, o projeto aposta na recuperação dos habitats, no reforço da resiliência às alterações climáticas e na colaboração direta com proprietários locais.
Num dia em que o pelotão voltou a enfrentar a mítica subida à Foia, a plantação dos cinco carvalhos simbolizou a ligação entre o desporto e o território — uma mensagem de que cada etapa também pode deixar raízes no futuro.
Foto: Reprodução/site voltaaoalgarve.com
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