Está a decorrer, até ao final do ano, o Projeto Inova Algarve 3.0 – Promoção do Empreendedorismo Qualificado na Região do Algarve, cofinanciado pelo quadro financeiro Algarve 2030. É promovido pelo NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve em articulação com mais seis entidades regionais onde se incluem a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e a Universidade do Algarve.
Inova Algarve 3.0 tem como objetivos principais a qualificação do tecido empresarial, através do reforço da capacidade empresarial das pequenas e médias empresas visando uma maior aproximação e articulação da economia do Turismo com os setores tradicionais da região algarvia nos domínios da alfarroba e amêndoa, apicultura, citrinos, economia do mar, medronho, plantas e flores, recursos geológicos e vinho.
Essencialmente, o projeto pretende incentivar e apoiar o desenvolvimento de processos de inovação, tendo sido recentemente abertas candidaturas com vista a premiar os melhores projetos empresariais inovadores de cooperação entre o setor do Turismo e as oito fileiras tradicionais apontadas, com apresentação de novos bens e serviços, visando um aumento da produtividade e o reforço da capacidade de criação de valor regional.
Apresentaram-se ao concurso 55 candidaturas nos vários domínios, onde se incluiu o medronho, tendo sido distinguido um projeto de Monchique de animação museológica de articulação com o turismo, designado por Casa Museu Memória do Medronho e da Tanoaria, apresentado pela empresa Francisca Melo, Lda.
De acordo com a empresa o objetivo principal será a instalação de um espaço museológico aberto a turistas e visitantes e consistirá numa exposição permanente, aproveitando e remodelando para o efeito um edifício já existente situado no enquadramento da adega do Monte da Lameira, situado na freguesia de Alferce, a 6 quilómetros da Vila de Monchique.
O espaço será dimensionado para aí ser exposto um vasto acervo, já reunido, de documentos e registos, bem como de utensílios da apanha, fermentação, destilação, armazenagem e comercialização do medronho e da sua aguardente, utensílios e documentos que serão classificados e ordenados, uma vez que já se encontram guardados para esta finalidade, embora se possa levar ainda a efeito uma pesquisa conducente à valorização do espólio a expor. Outra valência consistirá numa exposição de ferramentas e utensílios usados na tanoaria, sendo esta arte desenvolvida nas adegas visando a manutenção dos equipamentos utilizados na fermentação e armazenagem.
A empresa refere ainda que “a adega e o edifício destinado a esta exposição museológica permanente remontam ao início do século XX (1920) e com a entrada em funcionamento deste espaço museológico, prevista para 2027, será acrescentada uma mais valia à atividade de produção de medronho existente, na medida que será um espaço aberto a visitantes, convidados e também à comunidade.”
Nota: Artigo publicado na edição n.º 511 do Jornal de Monchique
Foto: Arquivo JM












