Fidelino Correia, o homem que foi encontrado carbonizado junto ao seu automóvel em Monchique no último dia 15, tinha cerca de 3.000 euros em notas na noite em que seu corpo foi localizado, de acordo com testemunhas.
Conforme apuração do “Correio da Manhã”, o manobrador de máquinas, de aproximadamente 70 anos, teria recebido o pagamento por um serviço prestado e exibiu o dinheiro durante um jantar com amigos caçadores.
Depois da refeição, teria passado por um café na mesma zona e, quando saiu para ir para casa, teria dado boleia a um homem.
Correia foi encontrado morto junto ao seu carro em chamas numa zona erma nas Caldas de Monchique, na sequência de um alerta para um incêndio florestal. Os Bombeiros Voluntários de Monchique extinguiram o fogo e encontraram o corpo queimado fora da viatura.
As informações iniciais deram conta que a vítima seria residente da zona do Monchicão e que trabalhava com máquinas agrícolas. No local não foram encontrados documentos identificativos, nem a carteira.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) esteve no local, mas o caso passou para a alçada da Polícia Judiciária (PJ), que procedeu a perícias no local e está a investigar, tendo em conta as circunstâncias suspeitas em que o corpo de Correia foi encontrado.
Dinheiro
Ainda de acordo com o “Correio da Manhã”, o maquinista exibia muito dinheiro quando fazia pagamentos em cafés e restaurantes. Essa é uma das pistas que está a ser seguida pela PJ para descobrir o que aconteceu.
O dinheiro, possivelmente, advinha dos pagamentos por diversos serviços com máquinas por ele executados.
O alerta para o incêndio junto à estrada de acesso a Monchique chegou às autoridades por volta das 2h do domingo.
A viatura ardeu completamente e provocou um incêndio na área envolvente. Após o fogo estar extinto, o corpo foi encontrado no exterior da viatura completamente irreconhecível e foi transportado para o Gabinete Médico-Legal do Hospital de Portimão.
O “Correio da Manhã” adiantou que a autópsia, ainda nesta segunda-feira (23), dependia de ordem por parte do Ministério Público. Os investigadores aguardam pelos resultados da autópsia para apurar se a vítima morreu na sequência do fogo ou se terá morrido devido a outros ferimentos sofridos. A PJ prossegue com a investigação.
Com informações do “Correio da Manhã” e do “Diário Online Região Sul”











