O Nostálico

Se hoje em dia existem sítios na internet aos quais recorro frequentemente, um deles é sem dúvida a “wikipédia”. No entanto achei curioso o fato deste sítio considerar a minha terra como uma cidade!
Sim! Se procurarem Monchique na “wikipédia” vão encontrar a cidade de Monchique e não a vila de Monchique! Nada me choca nesta pequena confusão e quem sabe no futuro a considerem capital do Algarve! Não existem impossíveis! Talvez daqui a alguns séculos, se não parar o degelo dos glaciares.
Sonhar não paga imposto e um dia ainda será mantida a estrutura externa do nosso convento durante as agora fictícias obras internas da futura pousada de 5 estrelas naquele local privilegiado da nossa vila, como “Pero da Silva” o deve ter considerado há alguns séculos atrás. A memória deste grande homem ficaria ainda mais preenchida com a recuperação daquele espaço. Depois de tantas histórias à volta do convento que todos nós ouvimos desde há tantos anos, incluindo promessas eleitorais ainda no tempo da “outra senhora”, continuamos sem vislumbrar uma verdadeira opção para um dos espaços mais “perdidos” da nossa terra…
Já escrevi aqui uma vez neste espaço que na década de 80 durante a ocupação de tempos livres nas férias de verão, um grupo de jovens de Monchique do qual eu fazia parte, pintamos as paredes do convento com cal, e já nessa data nós achávamos que ninguém levava a sério aquele monumento.
No polo oposto, e neste caso muito bem, o protocolo assinado entre a Câmara Municipal de Monchique e a Universidade do Algarve para o estudo e valorização do Castelo do Alferce.
Na política Nacional temos um governo com uma maioria de esquerda no parlamento liderado pelo ex-edil de Lisboa, e embora não tenha intenções de avaliar a sua performance até à data, pelo menos por agora, não posso deixar de reconhecer que o actual primeiro-ministro é sem dúvida alguma um excelente profissional de relações públicas.
Sobre a oposição de centro-esquerda ou centro-direita, como bem entenderem, de Passos Coelho, que se diz agora social-democrata, finalmente reconheceu a actual maioria das esquerdas, mas ainda assim depois de ser eleito para mais um mandato como presidente do partido líder de uma coligação que venceu as últimas eleições legislativas, esperava um pouco mais das suas contra propostas para aquilo que o tal grande profissional de relações publicas tem vindo a fazer enquanto primeiro-ministro. Posso estar muito enganado, mas tenho quase a certeza que nem um nem outro vão sair vencedores de nada a curto prazo e no final quem fica a perder, para não variar, somos nós, Portugueses.
Felizmente que parece termos acertado, nós, portugueses, na escolha do actual Presidente da República! Veremos se finalmente será este o verdadeiro presidente de todos os portugueses, ao contrário dos seus três antecessores. Mas tenho quase a certeza que será o verdadeiro pêndulo da nossa democracia e das suas estruturas.
Por fim, uma referência ao maior clube português, Sport Lisboa e Benfica, líder do campeonato e próximo de uma eliminatória dos quartos-de-final da Liga dos Campeões com o colosso Bayern de Munique. Espero que no limite não saia humilhado como o clube das Antas no ano passado, com uma derrota por 6-1 em Munique, e como o Sporting de Lisboa em 2009, que saiu derrotado no conjunto dos dois jogos por 12-1! Como sinceramente não espero por uma possível passagem às meias-finais da Liga dos Campeões, despeço-me de todos com a canção vai ser ouvida por mais de 60.000 pessoas, na próxima 6.ª feira na Catedral da Luz, durante o jogo do Glorioso com o Sporting de Braga: “Benfica! Benfica! Benfica dá-me o 35!”