Municípios do Algarve vão fechar piscinas e reduzir a rega para combater a seca

Perante “o grave período de seca” que o Algarve atravessa, os municípios do Algarve vão avançar com várias medidas de contingência para tentar mitigar a situação e também com o objetivo de chegar ao final deste ano com um aumento de 0% no consumo de água em relação ao ano de 2019.

Na reunião da AMAL – Conselho Intermunicipal do Algarve realizada na passada sexta-feira, ficaram decididas medidas como o encerramento antecipado das piscinas municipais nas áreas do litoral, redução dos dias de rega, proibição da rega dos espaços verdes públicos relvados com reconversão por espécies autóctones e com necessidades menores de disponibilidade hídrica, bem como a redução de lavagens de rua e de equipamentos, com exceção da lavagem de contentores de higiene urbana.

Esta decisão foi tomada um dia depois de o Governo restringir o consumo de água no sotavento algarvio, decretando a redução em 20% da quota de água para a agricultura nas barragens de Odeleite e Beliche, bem como em 20% da água utilizada nos campos de golfe.

Contudo, o presidente da AMAL, António Pina, citado em comunicado, aponta que o consumo dos municípios representa apenas cerca de 10% da água consumida no Algarve, uma vez que os restantes 90% são da responsabilidade de particulares. Daí que este afirme que “os municípios estão a fazer a parte que lhes compete e até poderão ir mais longe, mas, para tal, é necessário que tenham ao dispor outros instrumentos”.

Antes da reunião do Conselho Intermunicipal, os autarcas reuniram, por videoconferência, com o ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, tendo este anunciado que, até ao final deste mês, será conhecido o local onde irá ser instalada uma central de dessalinização.

A partir do dia 15 deste mês, vai ser lançada uma campanha de sensibilização a apelar à poupança de água e a que o consumo se restrinja apenas ao absolutamente necessário no quotidiano das pessoas. O Presidente da AMAL defende a “penalização de consumos excessivos”, o que implicaria haver uma alteração na legislação de forma a aumentar as taxas nos casos de consumos desnecessários.

Neste contexto de combate ao problema da falta de água, o presidente da AMAL recordou ainda que os 16 municípios da região têm estado, desde o ano passado, a trabalhar no “Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve”, que está enquadrado no Plano de Recuperação e Resiliência.

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