Município de Portimão esclarece polémica sobre alegada presença de larvas numa refeição da Escola Básica e Secundária da Bemposta

Em resposta à polémica gerada por fotografias publicadas, nas redes sociais, por alunos da Escola Básica e Secundária da Bemposta, em Portimão, de um prato de peixe servido no refeitório onde alegadamente existiam larvas, o Munícipio de Portimão enviou uma nota de imprensa, esta quinta-feira, a esclarecer que, numa primeira averiguação da parte da Delegação de Saúde, “não foram detetados quaisquer indícios de presença de corpos estranhos”. No entanto, a amostra recolhida, que continha o peixe ultracongelado e o peixe que foi servido no dia da ocorrência relatada, encontra-se a ser analisada no Laboratório Regional de Saúde Pública Laura Ayres. A Direção da Escola publicou um comunicado, a 24 de janeiro, onde referia que “com base na monitorização efetivada, quer pelo técnico responsável da HACCP, quer pela equipa da Saúde Escolar não se constatou perigo para a saúde dos nossos alunos, professores e funcionários”, acrescentando que iria continuar a monitorizar a situação.

“Segundo informação transmitida pela Delegação de Saúde, esta situação encontra-se a ser monitorizada na Pediatria do Hospital de Portimão, não existindo registos de problemas de intoxicação alimentar associados a este acontecimento”, garante o município. A Direção Geral de Veterinária, que teve conhecimento das imagens, referiu que “qualquer parasita existente no peixe não criava qualquer perigo para a saúde pública, uma vez que se tratava de um produto congelado e que o mesmo foi sujeito às temperaturas altas da fritura”.

Citada na nota enviada pelo município, a Escola Básica e Secundária da Bemposta – que, segundo a autarquia, “adota, e sempre adotou, todos os rigorosos procedimentos associados ao Sistema de Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos (HACCP), que assegura a segurança alimentar” – diz que “os pais/encarregados de educação poderão estar tranquilos, pois todos os procedimentos constantes na lei estão a ser implementados”. Acrescenta que “as díspares informações que circulam nas redes sociais, colocando em causa o trabalho, o empenho e o profissionalismo de todos os que diariamente zelam pelo bem-estar de milhares de alunos que frequentam o agrupamento, estão a ser averiguadas pelas entidades competentes, para que as responsabilidades sejam apuradas”.

Tendo isto em conta, o município apela “à confirmação dos factos antes da partilha das informações que, muitas vezes de forma incorreta, circulam nas redes sociais”.

Imagem: retirada do Facebook

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