VilaPalco, nunca viu um festival assim

Artes, música, património durante um fim de semana de agosto em Monchique

VilaPalco, é um festival, com entrada livre, de música, performances e artes plásticas, que decorrerá em alguns pontos da vila de Monchique no fim de semana de 23, 24 e 25 de agosto de 2019.
Trata-se de um projeto criado com o objetivo de olhar para esta vila no alto da serra, como palco de várias ações culturais, que nasceu de um desejo comum e antigo de quatro jovens de Monchique – Alice Duarte, Joana Cordeiro, Mara Reis e Zé Nunes. Esta equipa multidisciplinar foi criada para (re)pensar a vila como um palco natural no qual as pessoas são convidadas a conhecer e a refletir sobre a sua Identidade Cultural, o seu Património e a criar novos projetos e apropriações.

Nesta 1.ª edição do festival, a vila de Monchique é a protagonista que ousa criar uma rede de sentidos e também sonhar ser tudo aquilo que as pessoas, no fundo, quiserem. Celebra-se, assim, o valor da nossa ruralidade e o contributo para estimular artisticamente a comunidade, tendo em consideração a criação de lugares de participação no projeto educativo, que tem como objetivo o surgimento de uma teia de ligações, que valorizem o território e ajudem a garantir a sua sustentabilidade a diversos níveis.

O seu carácter inovador reflete-se no cruzamento transdisciplinar das propostas artísticas e dos conceitos inerentes ao projeto. VilaPalco tem como objetivo futuro a reabilitação de espaços patrimoniais que carecem de intervenção, através de parte do lucro do festival, como manifesto e lógica de abertura ao mundo, de uma periferia geográfica para um novo centro cultural, mais desenvolvido, sustentável e participativo, assente em dinâmicas sociais e comunitárias que se criam através da Cultura e das Artes, ao serviço do Desenvolvimento Humano.

Ao explorar o Espaço Público como um palco natural há a intenção de quebrar barreiras que definem quotidianamente cada lugar, proporcionando um fim de semana festivo, onde as artes plásticas e performativas iluminam as ruas, por onde ecoam a criatividade e a música portuguesa que dialoga com o mundo.

A programação cultural desenhada centra-se nas potencialidades artísticas e de criação de conhecimento e diálogo intercultural, a partir do Património e da riqueza do cruzamento entre as pessoas que habitam e visitam o território.

O que se poderá ver no VilaPalco?
No início da noite de sexta-feira, pelas 21h00, o Jardim da Vila é iluminado com a apresentação da criação artística de crianças e jovens, participantes no Pegadas de Utopia, um projeto Ambiental de Criação Artística, que, com a sua energia e talento, nos trazem a sua perspetiva de um mundo melhor.

Logo de seguida, pelas 22h00, o público pode contar com o regresso inesperado dos OCDM – Os Cantores De Monchique, que vão tocar, exclusivamente, para quem, movido pela curiosidade e nostalgia, decida descer ao Jardim da Vila. Este grupo juntou-se para recriar alguns dos seus maiores êxitos e promete surpreender.

O concerto conta com a colaboração do saxofonista Rogério Lima Duque, um reencontro há muito esperado que apela à memória e homenageia Luís Lima Duque, mentor do projeto dos OCDM.

Durante o festival vai ser criada uma Orquestra de Fim de Semana, um projeto concebido pelo músico e compositor André Duarte AKA Júnior (Terrakota) que, com a sua mestria, envolve a comunidade numa criação musical coletiva, apresentada ao público no último dia do VilaPalco, domingo, 25 de agosto, pelas 21h00, no Jardim da Vila. A esta data antecedem dois dias de oficina, que acontecem na Igreja Matriz de Monchique, no sábado, 24 de agosto, das 11h00 às 13h00 e das 15h00 às 18h00, e no domingo, 25 de agosto, começando à mesma hora e terminando uma hora mais cedo, pelas 17h00, será criado um repertório de músicas tradicionais e originais.
Time for T (solo) vai realizar-se em plena tarde de sábado, 24 de agosto, pelas 18h00 que a Fonte da Mata Porcas recebe um concerto intimista e a solo. Tiago Saga, é um rapaz confuso de herança britânica, libanesa e espanhola, criado em Portugal. De murmúrios a gritos melódicos, de voz rasgada e de guitarradas dedilhadas a comboios de ritmo, de inspirações desde Bob Dylan a Ali Farka Toure, Tiago Saga tem um percurso bem assinalado com concertos desde Los Angeles a Paris e de Nova Iorque a Beirute com o seu projeto de banda Time for T e a solo.

A noite, começa no Café da Vila, às 22h00, com uma banda local – Toj Gatune, constituída por Pedro Piteira, Alexandre Gonçalves e Mário Jorge, que se juntam para dar asas ao seu talento e apresentam-nos uma viagem pelo rock e blues dos anos 70 e 80, reflexo dos seus encontros musicais, repletos de cumplicidade.

Às 00h00, no mesmo local, é a vez do ritmo do Jazz ao som dos YAKUZA, influenciados por movimentos contemporâneos desde o jazz londrino à fusão japonesa, criam um estilo, numa perspetiva urbana, uma dança melodiosa com um groove e flow cheios de harmonias perigosas. Afonso Serro, Alexandre Moniz e Simão Lamas tocam paisagens sonoras que permitem a levitação e influências eletrónicas que prometem fazer qualquer um bater o pé no chão.

Por voltas da 01h00 chega Marlon Branco – DJ SET. É o amadurecer de uma presença atrás da cabine nos mais diversos ambientes, encontrando o heterónimo confortável onde consegue aglomerar, misturar e apurar todos os géneros e influências nos sets que vão do Afro-House ao Funk, do Disco à Bass Music sem qualquer tipo de barreiras.

No domingo, 25 de agosto, pelas 14h00, O Canto eleva-se na Vila, numa viagem de peito aberto, através de melodias e cantos étnicos, com o poder e força de vozes e timbres de tantos mundos que desaguam nos corpos de duas deusas, Ana Root e AnaRaquel.

O lugar deste acontecimento performativo é o Miradouro da Vila, e veste-se da arte de Zé Ventura, Artista Plástica de Monchique. O Canto para a Vila é uma performance, que começa uma travessia que desce do Miradouro até à DESCOBERTA da CASA-MUSEU (atelier), da Artista Plástica ZÉ VENTURA. Chega-se, pelas 15h00 a este atelier, na Praça Alexandre Herculano, nº1. Zé Ventura nasceu em Lagos, mas passou a sua infância e adolescência em Monchique. Frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Atualmente vive entre Portimão e Monchique onde desenvolve o seu trabalho de Artes Plásticas. Recebeu o Prémio Nacional e Regional de Tecelagem Criativa. O seu livro «As Cores do Tempo» foi distinguido com a menção honrosa no London Book Festival. Neste domingo, abre as portas da sua Casa-Museu (atelier) onde nos apresenta a sua obra de forma figurativa.

Folhear Monchique vai acontecer como se fosse as páginas de um livro e é a proposta do historiador de arte portuguesa José Gonçalo Duarte. O início desta visita guiada parte da Casa-Museu Zé Ventura, Praça Alexandre Herculano, nº1, às 16h00 e vai percorrer as ruas, olhando para o seu desenho, sentindo as cicatrizes urbanas, analisando os pormenores onde a nossa história coletiva está impressa. Fontes, azulejos, escadas, ruas e travessas em cotovelo, registo de personalidades, toponímia, portas e janelas, beirados e chaminés, relações antropológicas, históricas e culturais são outros tantos motivos para abrir o livro com o prefácio na Casa-Museu da artista Zé Ventura, concluindo, pelas 18h00, na Ermida de São Sebastião com um concerto de guitarra portuguesa de Ricardo J. Martins, acompanhado por dois outros músicos. O artista é natural de Faro, cresceu influenciado por vários géneros musicais e encontrou na Guitarra Portuguesaa forma de exprimir os seus sentimentos sonoros. Desde a primeira audição de temas de Carlos Paredes que o som deste instrumento lhe mostrou o caminho musical a seguir. Apresentou a sua música nos mais diferentes países e teve o privilégio de tocar com grandes nomes do nosso panorama musical. Em abril de 2018 o seu tema Corre Corre Corridinho venceu a categoria de Melhor Música Instrumental pelo IPMA (International Portuguese Music Awards).

O Festival VilaPalco encerra com um concerto dos YEMADAS, pelas 22h00, e um DJ set dos Rosa Choq, às 23h00, ambos no Jardim da Vila. Os Yemadas propõem um espetáculo bastante diverso, numa viagem pelo mundo e por culturas ancestrais, com ritmo e movimento, numa interação com o público através da música que nos faz dançar.

O projeto aposta na coesão do grupo, na sua boa energia, na qualidade musical e visual do seus espetáculos, abrindo-nos as portas para um mundo mágico. Através da fusão da voz portuguesa com as sonoridades da África Ocidental, América Latina e Ásia, os Yemadas proporcionam-nos diversidade e criatividade com os seus temas originais.

Falando agora do grupo que encerra o VilaPalco, Rosa Choq é um formato de DJ set sempre inesperado. Viaja pelos ritmos latinos, sonoridades africanas e se o mood deixar, pérolas dos 2000.

O festival VilaPalco tem a organização do Município de Monchique e de «O Monchiqueiro» – Grupo de Dinamização Cultural e conta com os apoios da Direção Regional de Cultura do Algarve, Turismo do Algarve, Junta de Freguesia de Monchique, Bombeiros de Monchique, Intermarché Monchique, Villa Termal das Caldas de Monchique, Monchique Resort & Spa, Águas de Monchique.

As inscrições tanto nas Pegadas de Utopia ou na Orquestra de Fim de Semana podem ser feitas através do email: vilapalco@gmail.com ou dos telemóveis: 916102849/ 926562123.

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