Vietname

A travessia da fronteira do Cambodja para o Vietname decorreu sem sobressaltos, já que tinha viagem marcada diretamente para a capital Ho Chi Minh City, outrora conhecida como Saigão. Tendo chegado inda de noite, e como não trazia comigo quaisquer dongs, a moeda vietnamita, tive alguma dificuldade em encontrar quem me trocasse um singelo dólar americano para poder apanhar o autocarro para o centro.
Madruguei em Ho Chi Minh City, passando o dia na cidade a percorrer os locais de maior interesse para alguém que decidiu por cá passar apenas algumas horas. Mais uma vez cheguei ainda de noite a novo destino, desta feita a Mui Ne, uma zona costeira virada para o turismo, sem que a cidade propriamente dita o seja. Abundam resorts e hotéis ao seu redor. Contudo, decidi ficar no centro, ao contrário do que faz a grande maioria dos turistas, o que me tornou a alimentação mais acessível e barata.

As viagens noturnas de autocarro no Vietname são bastante confortáveis, já que nos lugares nos
“sleeper bus” dá para ir deitado. A minha altura, em tudo semelhante à de um asiático, permite-me desfrutar destes lugares deitados, mas para qualquer outra pessoa com mais dez centímetros a viagem pode ser muito penosa.

Em Mui Ne existem dois complexos de dunas, um nas imediações da cidade e outro a trinta quilómetros, ambos abençoados por um vento constante o que torna esta zona costeira um autêntico paraíso para os desportos de vento.

Se o windsurf e o kitesurf encontram muitos adeptos junto às praias, as dunas são verdadeiramente
excecionais para a utilização de kites de tração e nada exploradas nesta vertente.

Trouxe comigo um pequeno kite que deu para me divertir nas Red Sand Dunes, as dunas que ficam mais próximo da cidade. Cheguei a colocar dois outros kites maiores e o arnês na mochila mas pelo seu peso e espaço que ocupavam ficaram em casa. Bem podia passar por cá uma temporada alargada dedicada apenas ao kite. Fica para uma próxima oportunidade.

Não pude deixar de visitar as White Sand Dunes, partindo para uma longa corrida de sessenta quilómetros pelas cinco da manhã, para tentar fugir às altas temperaturas. A ida corre sem  dificuldades mas o regresso foi bastante penoso, sem encontrar locais onde pudesse comer qualquer coisa e retemperar as forças. Já perto de Mui Ne resolvi ir ao banho para refrescar um pouco, pois já estava sem água.

Passei um par de dias tranquilos em Mui Ne, já que os restantes que passei no Vietname foram uma
autêntica correria.

Nos dois dias seguintes visitei Hoi An e Hue, ambas património da UNESCO, seguindo novamente
de noite para Hanoi, onde passei mais um dia. Parti ainda nesse final de tarde para Vientiane, capital
do Laos, numa viagem de vinte horas.125 Mui Ne Vietnam