Torre albarrã do Castelo de Paderne vai ser restaurada

A torre albarrã do Castelo de Paderne vai ser alvo de uma intervenção de restauro, valorização e conservação, no âmbito da colaboração estabelecida no passado dia 29 de julho entre a Câmara Municipal de Albufeira (CMA), Direção Regional de Cultura do Algarve (DRCAlg) e Fundação Millennium BCP.

A intervenção, que já há muito tempo era ambicionada pelo município, terá um custo estimado em cerca de 100 mil euros e será assegurada em 75% pela DRCAlg, mediante candidatura a financiamento europeu e 25% pela CMA até um montante próximo dos trinta mil euros. Terá também uma comparticipação de igual valor por parte da Fundação Millennium BCP.

De acordo com a CMA, «as muralhas do castelo envolvem uma área com cerca de um hectare e encontram-se separadas da torre albarrã por aproximadamente um metro de distância». A torre é um importante elemento de defesa e possui seis metros de base e nove de altura, devendo tornar-se «ainda mais imponente depois da sua recuperação», ressalva Paulo Freitas, presidente da Assembleia Municipal de Albufeira.

O projeto de conservação e restauro dos módulos de taipa almóada estará a cargo de Manuel Lopez Vicente, o mesmo arquiteto que em 2004/2005 ficara responsável pela assessoria técnica prestada pelo já extinto Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR), à obra de conservação e restauro das muralhas de taipa do castelo.

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Assinatura do protocolo de colaboração no passado dia 29 de julho

Durante a sessão de assinatura dos protocolos, que teve lugar no salão nobre dos Paços do Concelho, Carlos Silva e Sousa, presidente da CMA, salientou que «temos a obrigação de zelar por aquilo que é nosso», pois «um povo deve tratar da sua herança cultural e valorizá-la cada vez mais». O autarca relembrou ainda que «existe uma relação de proximidade entre a cultura e a nossa principal atividade que é o turismo» pelo que está a ser criado «um conjunto de medidas para atrair mais pessoas a Paderne, de forma a que a sazonalidade possa ser contrariada pela parte cultural». Entre essas medidas destaca-se a recém-criada estação de biodiversidade, assim como os três percursos pedonais que se encontram a ser implementados.

Já Alexandra Gonçalves, diretora regional da cultura do Algarve, referiu que «o Castelo de Paderne faz parte dos investimentos prioritários número um para a recuperação do património cultural no Algarve», havendo «uma necessidade urgente de fazer uma intervenção neste monumento pela sua importância não só simbólica, mas também patrimonial». A responsável pela cultura algarvia frisou ainda que «nesta primeira fase irá avançar apenas a recuperação da torre, que apresenta sinais visíveis de degradação devido ao seu desboroar por via do material em que foi construído. Este monumento é o símbolo de um período, de uma história de 900 anos de permanência que estrutura aquela paisagem, com técnicas construtivas aplicadas que não existem em muitos sítios»

Na qualidade de mecenas, a Fundação Millennium BCP, representada nesta sessão pelo presidente da entidade bancária, Fernando Nogueira, associou-se ao projeto que considera «de extrema importância» por estar relacionado com um ex-libris de Albufeira. «Quem quer que entre no Algarve vindo de Norte, por terra, depara-se com a imagem do Castelo de Paderne, que está ali há mais de 900 anos. E se ela chegou até hoje seria pecaminoso não conservar aquilo que herdámos de um passado tão carregado de anos e de significado», acrescentou.

O castelo de Paderne está classificado como Monumento de Interesse Nacional e até ao final de agosto estará aberto ao público todas as quartas-feiras, entre as 10h00 e as 18h00, numa iniciativa promovida pela CMA e DRCAlg para dar a conhecer um dos mais importantes monumentos da região.

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