Portimão dá a conhecer capacidade de resposta da Proteção Civil

Portimão recebeu Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, e três secretários de Estado das áreas de Proteção Civil, Autarquias Locais e das Florestas e Desenvolvimento Rural, no dia 19 de fevereiro, para conhecerem a dinâmica de funcionamento da Proteção Civil Municipal.

A jornada contou com o acolhimento no Centro Municipal de Proteção Civil e Operações de Socorro da presidente da Câmara Municipal de Portimão (CMP), Isilda Gomes, que se fez acompanhar pelo Comandante Operacional Municipal, a Direção da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Portimão e o Comando e Estado-Maior do Corpo de Bombeiros.

A Força Mínima de Intervenção Operacional e Serviço realizou uma exposição estática na fachada do quartel dos bombeiros. Esta é a «unidade de resposta rápida que é materializada ao longo das 24 horas por uma Brigada Permanente de 15 operacionais, de entre um total de 120 bombeiros», adianta a nota de imprensa enviada pela CMP.

Eduardo Cabrita teve ainda a oportunidade de «conhecer o investimento realizado pela autarquia na proteção e socorro através dos bombeiros, que ultrapassou 1 milhão de euros só em 2017, e garante que todos os operacionais estão dotados de proteção individual e coletiva à altura dos desafios do dia-a-dia, bem como formação e meios técnicos que permitem sustentar uma resposta nas variadas vertentes de intervenção, 24 horas por dia e ao minuto, incluindo os salvamentos especiais», informa a mesma fonte.

No Centro Municipal decorreu o «briefing com as comissões municipais quer da Proteção Civil, quer da Defesa Floresta Contra Incêndios», onde o Richard Marques (Comandante Operacional Municipal) «apresentou os mais de 40 membros das Comissões Municipais e os respetivos Oficiais de Ligação ao Centro Municipal de Proteção Civil e Operações de Socorro de Portimão, os quais asseguram uma efetiva coordenação institucional e operacional ao longo de todo o ano no território municipal».

Contratos-Programa no valor de 480 mil euros

Os contratos-programa aprovados em reunião de câmara, que estão ainda por assinar, estabelecem para o ano de 2018 a manutenção de um quadro de cooperação no âmbito da proteção civil.

O primeiro contrato-programa de 5 mil euros com o Agrupamento de Escuteiro 159 de Portimão «assegura a capacidade de preparação e transporte do apoio alimentar para os operacionais empenhados em operações de proteção e socorro, bem como uma reserva permanente de kits individuais de emergência», adianta a nota da CMP.

No valor de 25 mil euros com a Cruz Vermelha de Portimão o contrato «prevê a manutenção de uma força mínima em reação ao estado de alerta especial e à qualificação dos recursos humanos no reforço da capacidade de resposta e mobilização em operações de proteção civil e socorro».

A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Portimão terá 450 mil euros, mais 50 mil euros que em 2017, para assegurar o dispositivo multidisciplinar para operações de proteção e socorro.

Isilda Gomes sublinhou que «enquanto a base da pirâmide não estiver totalmente capacitada não existe uma Proteção Civil sustentável”.  Enalteceu ainda o «modus operandi» em Portimão e «que todos os Agentes de Proteção Civil e Entidades Cooperantes estão empenhados em sensibilizar a população para adotar medidas de autoproteção e criar uma comunidade mais resiliente», informa a nota.

 

Simulação no terreno com cenário improvisado

No terreno foram visitados diversos locais no barrocal de Portimão e foram acompanhados os trabalhos em curso nos espaços rurais ligados «à limpeza e manutenção de faixas de gestão de combustível (primárias e secundárias), limpeza de ribeiras, reabilitação da rede viária florestal em diversos pontos da freguesia da Mexilhoeira Grande».

A ação de treino operacional no âmbito do combate a um incêndio florestal foi acompanhado pela comitiva. Aqui foi possível perceber o «investimento realizado pela autarquia em sistemas de comando, controlo e comunicações que assegura uma capacidade efetiva de aplicação do Sistema de Gestão de Operações, desde o Ponto de Trânsito, ao Posto de Comando Operacional com os diferentes Oficiais de Ligação dos diferentes Agentes de Proteção Civil, às Equipas de Reconhecimento e Avaliação da Situação e coordenação de meios aéreos, culminando na interação entre a maquinaria pesada e os meios de combate dos bombeiros», explica a fonte.

O Porto de Lagos foi cenário improvisado para o teste à capacidade logística da unidade de apoio alimentar operacionalizada pelo Agrupamento n.º 159 de Escuteiros de Portimão.

Recorda-se que as ações de sensibilização da limpeza das matas já estão a decorrer e que os proprietários têm até dia 15 de março para cumprir o prazo e não serem sujeitos a coimas por parte das fiscalizações que irão decorrer depois dessa data

 

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