Passaporte de Saúde foi lançado hoje em Monchique

O Passaporte de Saúde, criado pela Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) Mons Cicus, em parceria com a Câmara Municipal de Monchique e com o apoio da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, foi hoje apresentado no Centro de Saúde de Monchique por António Vila Nova, em substituição de Leonor Bota, Diretora Executiva do ACES do Barlavento, Paulo Morgado, presidente da ARS Algarve, Rui André, presidente da Câmara Municipal de Monchique e Patrícia Carneiro, coordenadora da UCC Mons Cicus.

O Passaporte «surge na sequência do incêndio monstruoso e assustador» de agosto de 2018, em Monchique, explica Paulo Morgado, porque as pessoas ao serem evacuadas «levaram pouca coisa e não se conseguia aceder aos sistemas informáticos, o que complicou a assistência das suas necessidades de saúde». Por isso, «pretendemos que cada pessoa tenha um livrinho destes, devidamente preenchido, pelo médico, enfermeira ou até pelo utente. Não é mais um papel, é algo que pode ser muito útil e que se deve andar sempre com ele», previne o presidente da ARS Algarve.

Por agora serão apenas monchiquenses com mais de 65 anos a beneficiar do documento, porque «o projeto nasceu em Monchique», mas «se tiver boa adesão podemos espalhá-lo por outros concelhos do Algarve e do país», promete ainda Paulo Morgado.

A imagem pode conter: 2 pessoas, interiores
Rui André, presidente da Câmara Municipal de Monchique, Paulo Morgado, presidente da ARS Algarve, António Vila Nova, ACES do Barlavento

Já Rui André, começou a sua intervenção assinalando que amanhã, dia 10 de agosto, faz um ano que o grande incêndio se extinguiu, no entanto, admite que «este ainda não terminou», porque «todos os dias temos feito um esforço enorme para que as pessoas continuem as suas vidas. Toda a vida desta terra passa por um conjunto de situações que vão para além das casas ardidas». Todavia, menciona que «não estamos sozinhos», dado que o que é realizado pela UCC Mons Cicus, que integra o ACES Algarve II-Barlavento da ARS Algarve e pelas IPSS que estão implementadas no concelho é «um trabalho de proximidade, que consegue chegar às pessoas com uma oferta e apoio que elas precisam, como uma palavra amiga ou o valorizar o seu bem-estar», reforçando «que a UCC Mons Cicus veio enriquecer o serviço de saúde de excelência que já existia cá». E adverte que «da parte da ARS há todo o interesse que Monchique seja uma referência e que tenha uma cobertura completa de médicos de família». Propôs também «que se faça uma versão digital do Passaporte de Saúde, através de uma aplicação de telemóvel».

A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas a sorrir, pessoas em pé, fato e interiores
Rui André, presidente da Câmara Municipal de Monchique, Patrícia Carneiro, mentora do Passaporte de Saúde e coordenadora da UCC Mons Cicus e Paulo Morgado, presidente da ARS Algarve

O edil monchiquense anunciou ainda que a Câmara Municipal de Monchique «decidiu aceitar as competências na área da saúde, para passarmos a ser os gestores deste espaço, para que os profissionais deste Centro de Saúde tenham melhores condições de trabalho». «Pretendemos dar um input positivo para que possamos preservar o imóvel, já que este espaço continua a ter uma relação afetiva connosco. Queremos tomar conta deste espaço para que fique melhor.»

Por fim, Patrícia Carneiro apresentou, detalhadamente, o Passaporte de Saúde, informando que «é gratuito e que vai ter uma entrega gradual pelos utentes e que as pessoas podem dirigir-se à UCC Mons Cicus para pedir o seu». Realçou que «a prioridade são os idosos que estão afastados da sede de concelho», mas de «acordo com as necessidades apresentadas pode ser estendido a mais faixas etárias».

O Passaporte de Saúde contém uma área de identificação pessoal, contactos de emergência e informações médicas, nomeadamente tensão arterial, glicemia, medicação, etc. Para além disso, informa os seus beneficiários das boas práticas em saúde como hábitos saudáveis, alimentação, vida ativa, conselhos a ter no calor e no frio, o que se deve ter num kit de emergência e contactos úteis. Com isto, pretende-se que contribua «para o aumento da literacia para a saúde», já que «uma população mais informada e capacitada trata muito melhor aqueles que a rodeiam», conclui Patrícia Carneiro.

A imagem pode conter: 4 pessoas, casamento e interiores
No final da apresentação, o Passaporte de Saúde foi distribuído pelos presentes

 

Nota: A edição n.º 431, que chegará segunda-feira, dia 12 de agosto, às bancas contém uma entrevista exclusiva a Rui André e Patrícia Carneiro sobre o Passaporte de Saúde

Fotos: Lúcia Costa©

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *