Os Dados

Os dados que mais se usam em jogos de tabuleiro ou de mesa são cúbicos, portanto de seis faces. Quando estas são sequencialmente numeradas, normalmente com pintas, a soma dos valores das faces opostas devem ser sete. Por exemplo, ao 6 se opõe o 1 e ao 3 o 4. Porém, as faces dos dados poderão apresentar outros símbolos, como os das cartas de jogar, para o póquer de dados. Neste último jogo os jogadores não terão de fazer poker face como a Lady Gaga diz encontrar nos praticantes das cartas, não havendo o risco de denunciarem as jogadas que se preparem para fazer.

Faces denunciadas, curiosamente também relacionadas com dados, foram recentemente o facebook e a cara de um tal Nix, que nada tem a ver com champô para piolhos, fundador da Cambridge Analytica. Usaram os dados pessoais dos utilizadores e dos seus amigos, que muito gostam de assinalar os gostos, de porem likes a propósito de tudo, de divulgarem por onde andam e tudo o que fazem, de forma a lhes definirem o perfil. Com o conhecimento dos dados comportamentais e psicológicos da população de determinada região será fácil segmentá-la e torná-la num alvo acessível a todo o tipo de propaganda, manipulando-a. Foi com esta ajuda preciosa dirigida aos eleitores que o Trump e o Brexit ganharam.

E as implicações que isso tem para todo o mundo?

Pode ser perigosa, muito perigosa, a disponibilização dos nossos dados pessoais através das mais variadas plataformas, muitas delas colocadas ao nosso dispor gratuitamente. Cada vez mais temos de nos preocupar com a proteção de dados. Já lá vai o tempo em que a cavalo dado não se olhava ao dente.

Estamos fritos, que também começa, como muitas outras palavras, pelo f de facebook. Roubam-nos os dados cá com uma pinta… O problema são as senas (ou cenas) que nos podem sair.

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