O Nostálico

O Nostálico prefere agora fazer um interregno nas suas estórias profissionais, para dar sequência às estórias que têm sido contadas neste espaço, no formato bianual, relativas à presença de um Monchiquense nas fases finais dos campeonatos do mundo e da europa em futebol.

O Nostálico, adepto de Portugal, no mundial da Rússia 2018.

O grupo dos “Armandos”, já com o estatuto de campeões da europa de futebol, decidiu este ano, tal como já tinha sucedido em 1996 na Inglaterra, Sheffield, em 2006 na Alemanha, Gelsenkirchen, em 2008 em Genéve na Suíça, em 2010 na África do Sul, Cidade do Cabo e Durban, em 2012 na Ucrânia e Polónia, Lviv e Varsóvia, em 2014 no Brasil, Manaus e Brasília e finalmente em Lyon e Paris, nesta última cidade em dia de Santo Éder, deslocar-se à Rússia, a Moscovo, para assistir ao jogo entre a Seleção Nacional de Portugal e Marrocos.

A viagem não foi planeada com muita antecedência, e conseguimos preços de avião muito interessantes, assim como um hotel bem próximo do centro da cidade de Moscovo.

Após uma escala em Munique na Alemanha, chegamos a meio da tarde do dia 19 de junho deste ano ao aeroporto internacional de Moscovo, em Domodedovo. Poucos russos falam inglês, mas com o campeonato do mundo de futebol neste país, encontramos informação relativa ao mundial em todos os locais, incluído setas no chão para os principais locais da cidade, como a Praça Vermelha e os estádios de futebol. Do aeroporto para Moscovo, deslocamo-nos num comboio ultramoderno, a título gratuito. Aliás, o comboio e o metro eram gratuitos para todos os adeptos das diversas seleções presentes neste mundial.

As deslocações no metro de Moscovo foram semelhantes a visitas a um museu, pela grandiosidade e arte patente em cada estação de metro. Ainda muitos sinais da União Soviética, quer nas referidas estações de metro, quer um pouco por toda a cidade. Ainda assim, encontramos uma cidade de Moscovo que de leste já pouco se nota! Uma cidade ocidental! Nada deve às grandes metrópoles europeias, e encontramos uma cidade limpa, cuidada, e composta por um povo que nos tratou muito bem! Além disso, o rublo, pela sua cotação, por vezes favoreceu-nos um pouco em algumas compras realizadas.

A Praça Vermelha é fantástica! O teatro Bolshoi único e o Kremlin imponente, e à nossa memória vieram de repente as imagens das paradas militares dos anos 80, e o mausoléu de Lenine.

Próximo da Praça Vermelha encontra-se a Rua Nikolskaya, cheia de luzes e de imagens do mundial 2018. Mas mais interessante foi a quantidade de marroquinos na cidade, e em particular nessa rua, onde também se encontravam adeptos russos, argentinos, peruanos, mexicanos e de outras nacionalidades, sempre a cantar, num barulho ensurdecedor, que só terminou com a degustação de uma refeição meio russa, meio ocidental, num restaurante moscovita.

No dia do jogo, antes da ida para o ponto de encontro dos adeptos Portugueses no Gorky Park, a curiosidade do encontro com dezenas de chineses adeptos da Seleção Nacional, vestidos com as cores Portuguesas, sempre com o número 7 e o nome Ronaldo nas costas das camisolas.

A ida para o Estádio Luzhniki, dentro de um autocarro cheio de adeptos Portugueses, foi talvez a par do hino Português cantado por 2.000 adeptos num estádio com 80.000 pessoas, os únicos momentos onde nos sentimos em maioria… Ah! E claro, aquando do golo do Ronaldo que conseguiu calar os milhares de marroquinos presentes no estádio.

Quanto ao jogo, pouco há a dizer, apenas que Portugal continua a não deslumbrar em termos exibicionais, que o João Moutinho tem de sair para dar lugar ao Adrien, que ainda falta um Bernardo Silva que desequilibre, e principalmente mais intensidade no jogo de Portugal, como se viu em 2016. Talvez assim possamos chegar mais longe…

Mais uma página das aventuras dos “Armandos” no apoio a Portugal foi virada, com a crença forte de no final sermos obrigados a pensar numa eventual ida à final, como aquando da conquista do título europeu.

“Pouco importa, pouco importa, se jogamos bem ou mal!

Queremos é levar a taça para o nosso Portugal”

Spasiba Rússia! Spasiba Moscovo! Força Portugal!

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