O Nostálico

Cumprindo com o “programa” dos últimos dois meses onde “passei” por Lisboa e pela Atalaia, convido-vos a viajarem comigo pela cidade condal de Barcelona.
Nestes últimos tempos falar de Barcelona é falar de fundamentalismos, de um conjunto de doentes, loucos do islão, que intitulados de “Estado Islâmico”, espalham o terror e morte por algumas das principais cidades europeias, tendo sido a cidade de Barcelona também ela vítima de algo inimaginável há um par de anos. Algo me diz que infelizmente ainda terão que ser dados muitos passos, para que um dia possa terminar a ameaça deste terror.

Podia falar de Barcelona como a cidade das Ramblas, de Montjuic, da Diagonal, da Gran Via, da Sagrada Familia, de Grácia, do Barrio Gótico, de Barceloneta, do Nou Camp, do Barça, de Sarriá, de Gaudi, Miró e Montaner, mas como são quase todos locais e pessoas conhecidos da cidade onde residi entre 2012 e 2015, prefiro dar a conhecer-vos um pouco de Corbera de Llobregat, uma localidade nas montanhas de Barcelona que me fazia lembrar imenso Monchique.

Pelos mais de 350 voos que fiz no período atrás referido, facilmente se entende que passei quase tanto tempo em Barcelona, nomeadamente em Martorell durante o trabalho e em Corbera onde residia, como nas filiais da SEAT espalhadas por toda a Europa. Inesquecível o trabalho de implementar um programa de frotas nesses países. Deslocações mensais a Milton Keynes na Inglaterra, Verona em Itália, Weiterstadt/Frankfurt na Alemanha, Roissy/Paris em França, Bruxelas, Leusden na Holanda, Salzburgo na Áustria, Sodertalje na Suécia, Zurique na Suiça e Lisboa em Portugal. No entanto, costumava dizer que apenas tive tempo para conhecer escritórios, aeroportos e hotéis…

Entre algumas excepções às frequentes passagens por escritórios, aeroportos e hotéis, destaco uma deslocação a Manchester para uma reunião com o concessionário local, onde pedi para passar pelo teatro dos sonhos, “Old Trafford”, e a possibilidade de conciliar viagens a Amsterdão e Turim para ver as finais europeias do glorioso SLB em 2013 e 2014, contra respectivamente Chelsea e Sevilha, ambas de má memória para os adeptos do maior clube de Portugal.

Regressando a Corbera de Llobregat, o facto de ser uma vila a cerca de 20 Km de Barcelona traz algumas vantagens, porque sendo uma localidade localizada no meio da floresta catalã é naturalmente uma opção para os visitantes da Catalunha, em relação às praias da Costa Brava e à cidade de Barcelona. Corbera tem crescido em termos demográficos nos últimos anos. Como se trata de um local milenar, existem alguns monumentos para visitar. As ruinas do castelo e o Mosteiro são bons exemplos dessa oferta. Privilegia a cozinha catalã, e muitos habitantes de Barcelona sobem à serra regularmente, para refeições em família e/ou com amigos nos diversos restaurantes espalhados por esta localidade.

Durante o meu período em Corbera reparei no aumento da população, também pela chegada de muitos Paraguaios para ali viverem e trabalharem, principalmente na hotelaria e na restauração. Corbera focaliza-se na sua grande festa anual que traz milhares de visitantes a esta vila, oferecendo a todos eles as melhores condições, nomeadamente em termos de infra-estruturas, como é exemplo um excelente pavilhão multiusos localizado na parte baixa de Corbera.

Em Corbera ficaram recordações de um período agradável da minha vida profissional, sendo motivo de saudade as chegadas ao “Can Fisa” no final do dia, tendo sempre à minha espera um prato de ibérico, pan com tomate e uma estrella damm. A vontade de regressar ao meu País reduzia pelo ambiente familiar que tive a sorte de encontrar no Can Fisa, e onde a minha própria família foi muito bem recebida.

E dificilmente sairia da Catalunha sem ser mais um adepto culé: “Visca Barça!”

 

Legenda da fotografia: Corbera de Llobregat

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