O Difícil

Nem sempre é fácil conseguirmos aquilo a que nos propusemos. Principalmente quando dependemos de outros ou de circunstâncias que não dominamos. Foi o que aconteceu com os nossos atletas olímpicos. Torna-se mais difícil quando outros conseguem melhores marcas ou não têm o azar de se lhes atravessar algo, ou algas, no caminho.

Toda a gente sabia que seria difícil trazerem uma carrada de medalhas. Mas muitos portugueses são assim, pensam que basta que se acredite para que a coisa aconteça. Se conseguimos o campeonato europeu de futebol com pouco mais que empates, os jogos olímpicos seriam favas contadas. Até o Marcelo já tinha uma caixa de condecorações reservada.

E quando o difícil não é fácil de alcançar já é bom ficarmos quase lá. Os quartos, quintos, sextos, nonos lugares acabam por ser resultados que, entre milhares de atletas, já compensam o esforço, a dedicação e as privações dos nossos.

Não sei se foi a pensar nisso, nessa dificuldade, que Passos Coelho proferiu a recente e rebuscada frase “esperamos que o que seja preciso e que o que é difícil seja menos que aquilo que nós podemos fazer, porque podemos fazer mais do que aquilo que é difícil”. Difícil, difícil será entender o sentido, o alcance e a profundidade da mesma, tal como a razão de se continuar a chamar

Festa do Pontal a ocasião escolhida para a dizer.
Mas o mais difícil de entender, entre todas as coisas, é a injustiça. E ainda mais que difícil, impossível, é aceitá-la.

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