O Diabo

Entidade sobrenatural da crença cristã, agente do mal e inimigo do bem, o Diabo pode disfarçar-se de várias maneiras mais ou menos sedutoras e tomar diversos nomes de que são exemplo Demónio, Satanás, Mafarrico, Belzebu. É pintado de variadas formas, sempre a vermelho, geralmente com rabo e cornos na testa e muitas vezes com um tridente na mão, qual Neptuno, deus dos mares, sendo ele deus dos infernos. Dizem que é pior que o pintam.

Contudo, tem inspirado escritores, algumas vezes não propriamente ele, mas lugares a que o povo deu o seu nome como sendo a sua morada. Lembramo-nos do nosso Barranco do Demo nos contos de Silva Carriço e no Montanário de Eduardo Duarte, recentemente editado.

O Diabo é frequentemente tomado como referência e termo de comparação nas mais distintas situações do quotidiano: tem feito um frio do diabo, a sopa está quente como o diabo, aquela casa é feia como o diabo, esse gajo é mau como o diabo. No entanto, de uma boa pessoa se diz que é um pobre diabo.

Há quem o apresente também como maldição, para meter medo com a sua aparição maléfica, como se dizia às criancinhas para comer a sopa toda senão vinha o velho do saco. Assim foi a profecia de Passos Coelho perante a formação da geringonça, que vinha aí o Diabo. Mas a geringonça, apesar de vários problemas na engrenagem, tem vindo a trabalhar. A ameaça profética, num tempo em que se dizia que o país estava melhor, as pessoas é que não sentiam, referia-se à gestão económica e financeira. O Diabo não veio, mas o inferno invadiu metade do país.

Agora que, segundo os indicadores publicados este mês, o país está melhor e as pessoas sentem essas melhorias, aparece um Rio de novas alianças, provavelmente crendo na origem angelical do Diabo, e até a Ferreira Leite quer negociar com ele, o Diabo, nem que lhe venda a alma, para matar a geringonça.

Oh! Diabo…

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