Médicos do Centro de Saúde de Monchique que se aposentaram continuam disponíveis para atendimento aos utentes

Dois dos médicos do Centro de Saúde de Monchique aposentaram-se e perante esta situação o grupo parlamentar do Partido Comunista Português (PCP) questionou o Governo sobre as medidas que vão ser tomadas para garantir a substituição atempada dos dois profissionais de saúde.

O Ministério da Saúde após consulta à Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve garante que «os utentes que integrem os ficheiros desses médicos continuarão a usufruir da devida acessibilidade aos cuidados de saúde, uma vez que já foi manifestado o interesse por parte dos profissionais em manterem-se ao serviço ao abrigo do dispositivo legal disponível para a contratação de médicos aposentados».

Apesar disso, durante o mês de julho abriu um concurso «para reforço dos serviços da região na área de Medicina Geral e Familiar». Está ainda previsto a abertura também de concurso «para a contratação de três psicólogos», um para cada Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Algarve.

Monchique, garante a ARS, tem todos os utentes, 5081, na sede, 576 na extensão de Marmelete e 214 na extensão de Alferce, «com médico de família atribuído».

O PCP questionou ainda o governo sobre as viaturas disponíveis para apoio domiciliário do Centro de Saúde de Monchique, uma vez que «muitos utentes que necessitam desse serviço residem em zonas servidas apenas por caminhos de terra batida, de difícil acesso» ao que foi respondido pelo Ministério da Saúde que «essa carência é transversal a outras Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (USCP) do ACES Algarve II – Barlavento». Acrescenta ainda o documento de resposta que a situação «poderá, eventualmente, ser colmatada através de futuras parcerias com os municípios e/ou juntas de freguesia, sem prejuízo dos esforços que serão envidados pela ARS Algarve», contudo «a contratação centralizada de bens e serviços para o Parque de Veículos do Estado (PVE) é competência exclusiva da Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública, I.P. (ESPAP), tendo já a ARS Algarve solicitado «esclarecimentos à ESPAP sobre a possibilidade de vir a adquirir veículos usados, situação que à data aguarda resposta».

O Jornal de Monchique soube que, entretanto, a empresa de prestação de serviços Kelly colocou um médico para diminuir as carências atuais do Centro de Saúde, que acabou por falecer de forma fulminante no segundo dia de trabalho. As exéquias realizam-se no dia 31 de julho no Cemitério de Monchique. Entretanto, foi iniciado novo processo de colocação.

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