Marta Martins, presidente da Junta de Freguesia de Marmelete: “Com o fácil acesso às novas tecnologias, o isolamento de outrora deixou de ser um problema”

Nos censos de 2011, “o índice de envelhecimento” da freguesia de Marmelete era “enorme, cerca de 40% da população tem 65 ou mais anos”, atualmente “com tristeza testemunhamos, frequentemente, mais uma luz a apagar-se na janela de outra casa da aldeia, silenciosamente, quase de forma fantasmagórica”, constata Marta Martins, presidente de Junta de Freguesia de Marmelete, desde 2009. Apesar disso, a autarca admite que tem “esperança, de haver um retrocesso desta tendência nos próximos anos”, até porque “encontramo-nos geograficamente bem situados, entre Monchique e Aljezur, e bastante próximos de outros concelhos, como por exemplo Portimão e Lagos” e as desvantagens de viver na freguesia “poderiam ser facilmente ultrapassadas, se passasse a existir um maior investimento nestes locais do interior”.

 

Jornal de Monchique – Como caracteriza a freguesia de Marmelete em termos demográficos? Teme que Marmelete possa, futuramente, vir ser anexado a outra freguesia criando uma união de freguesias?
Marta Martins – A Freguesia de Marmelete, à semelhança de muitas outras freguesias e concelhos do interior, padece de graves assimetrias ao nível do desenvolvimento social, cultural e económico, comparativamente ao litoral.

Embora, pessoalmente considere que, geograficamente, nos situamos num interior muito estratégico e próximo do litoral, a realidade é que progressivamente estamos a tornar-nos cada vez mais debilitados a vários níveis e o que “pagamos” por aqui desejarmos continuar a viver, é cada vez maior.
Aos poucos temos vindo a assistir à partida de jovens e de menos jovens. Uns em busca de melhores condições de vida, porque o trabalho e os custos com a aquisição de habitação, assim os condicionou, outros, partem pela sua longevidade, e com tristeza testemunhamos frequentemente, mais uma luz a apagar-se na janela de outra casa da aldeia, silenciosamente, quase de forma fantasmagórica.

No campo a situação ainda é mais dramática. Quando iniciei as minhas funções em 2009, aumentámos a frequência dos transportes regulares, das zonas do Corsino, Romeiras, Três Figos, Corte Cibrão, Vale de Água e Selão, para satisfazer as necessidades da população. Em algumas destas zonas, era necessário, a carrinha da Junta deslocar-se duas vezes no próprio dia, para transportar todas as pessoas que pretendiam vir a Marmelete. Atualmente a realidade é outra. Nos transportes que efetuamos mensalmente, apenas transportamos três ou quatro pessoas, de cada um destes lugares da Freguesia.

A maioria da população residente é idosa e tendo por base os censos de 2011, o índice de envelhecimento é enorme, cerca de 40% da população tem 65 ou mais anos. Em 2001, tínhamos 1091 residentes, e passados 10 anos este número desceu para 787. Atualmente, julgo que o número de residentes ronda pouco mais dos 600.

Tenho a esperança, de haver um retrocesso desta tendência nos próximos anos, não porque considere que os incentivos que o estado pretende atribuir a quem tencione fixar-se no interior sejam suficientes, até porque, considero uma afronta, esquecerem-se de quem já cá está, e que diariamente faz um esforço por se manter, mas porque com tudo o que temos vivenciado nos últimos tempos, devido à pandemia, o interior poderá vir a ser considerado, por quem vive nos grandes aglomerados, um local mais seguro e com maior qualidade de vida, e o concelho de Monchique apresenta características únicas, muitas delas ainda pouco exploradas, pelo que poderá ser muito atrativo, futuramente. Contudo, se nada mais for feito, e o investimento nestes locais continuar a ser cada vez menor, a realidade será “dura e crua”. Iremos continuar a assistir ao encerramento de mais serviços, a uma crescente desertificação, porque simplesmente não chegará o facto de gostarmos de cá viver, outros fatores irão pesar mais.

Relativamente a uma possível união de freguesias, julgo que muito remotamente tal possa vir a acontecer, não pelo número de residentes, mas sim pela área territorial de cada freguesia.
Seria muito difícil manter os serviços de proximidade, numa área geográfica tão vasta.

Nunca vi vantagens nesta medida, julgo que teria sido muito mais sensato, caso tivessem tomado medidas respeitantes às freguesias situadas nas sedes de concelho.

 

JM – A freguesia de Marmelete foi pouco afetada com o incêndio de 2018, no entanto, nos grandes incêndios de 2003/04 ficou praticamente destruída. Receia que a situação se repita? Que trabalhos foram realizados de ordenamento da floresta na freguesia?
MM – Infelizmente vivemos assombrados com o passado e expectantes com o futuro, na esperança de passar mais um verão, sem o drama e o horror, que já vivemos.

De facto, o ano de 2003 foi marcante para esta freguesia, julgo que nenhum de nós esquecerá esses terríveis momentos. Ainda sinto o cheiro sufocante e a amargura de ver tudo cinzento à minha volta. Felizmente a natureza tem um poder muito regenerador, contudo há locais de infância, que nunca mais voltaram a ser iguais. Ainda hoje, quando os percorro não os reconheço. Na minha cabeça, ainda perduram as memórias do passado. E como eu, muitas outras pessoas guardam, com mágoa e tristeza, este cataclismo. Sobretudo aquelas, que dependiam diretamente dos rendimentos da floresta e que de um momento para o outro se viram sem nada, sem os rendimentos de uma vida de trabalho.

Em 2018, apesar de materialmente, a Freguesia de Marmelete ter sido pouco afetada com o incêndio, este problema afetou todo o concelho, a vários níveis, e a freguesia de Marmelete não ficou indiferente a ele. A população viveu de perto essa situação de forma muito assustada e nem sempre foi fácil transmitir a devida tranquilidade e calma, pois os órgãos de comunicação fazem um trabalho esplendido, mostrando em primeira mão, imagens e reportagens arrepiantes.

Com todos os receios, que advém da frequência destes incêndios, muitos proprietários venderam os seus terrenos, outros deixaram de investir na floresta, e normalmente aqueles que ainda mantêm as suas propriedades, vendem a sua madeira, ainda antes de estar a perfazer o devido tempo de produção, por valores bem mais baixos, com o receio do prejuízo ser ainda maior, em caso de incêndio.

De facto, é extremamente necessário que haja um ordenamento da floresta, contudo a meu ver, este é um “chavão” que percorre a boca dos entendidos nesta matéria, muitos deles, com responsabilidades políticas, sempre que ocorre um incêndio de grandes dimensões, mas na prática e apesar de terem sido publicados vários estudos e relatórios técnicos, o ordenamento da floresta continua a ser muito difícil de implementar. Em 2003, não se falava noutra coisa, contudo, julgo que nada foi feito.

Recentemente, pós incêndio de Pedrogão, voltamos a ouvir o mesmo tema, e mais uma vez, este caiu em esquecimento, julgo.

Na sequência do incêndio de 2018, tornou-se fulcral a mesma discussão. O ordenamento da floresta foi novamente palavra de ordem. Contudo, desta vez houve um avanço nesta matéria. O Governo aprovou um programa de reordenamento e gestão da paisagem das serras de Monchique e Silves, o qual preconiza agir na reconversão da paisagem nas zonas de elevada perigosidade de incêndio. Apesar de todas as dificuldades, que possam estar inerentes à sua implementação, tenho esperança de o mesmo não cair em esquecimento e de esta ser uma oportunidade para se olhar para a floresta e para a segurança de todos nós, com outros olhos.

 

JM – A construção da Estrutura Residencial para Idosos D. Maria da Costa Melo Catalão constituiu-se como uma infraestrutura de desenvolvimento/empregabilidade para a freguesia? Existiram modificações desde a sua implementação? Quais?
MM – A Estrutura Residencial para Idosos D. Maria da Costa Melo Catalão foi inaugurada em dezembro de 2015 e desde então constituiu-se como uma mais-valia para a Freguesia, não só pelo facto de ter contribuído para um aumento da oferta de emprego, cerca de duas dezenas de novos postos de trabalho, mas sobretudo pelo serviço que veio prestar à população, que ansiava, por uma infraestrutura com respostas ao nível social, visto que as existentes eram insuficientes para acolher os mais idosos com fragilidades.

A sua implementação veio contribuir para o crescimento económico, visto que muitos dos produtos necessários são adquiridos no comércio local do concelho, e também para a fixação de alguns jovens, que de outra forma procurariam trabalho noutros concelhos vizinhos, correndo-se o risco de virem a residir nesses locais.
Certa, de que as necessidades da Freguesia e Concelho, com uma população tão envelhecida, são muitas e as respostas existentes ainda não são as desejáveis, nos últimos anos temos assistido, com agrado, a um investimento bastante considerável nesta área, um pouco por todo o concelho.

 

JM – Que outras obras foram ou são decisivas para o desenvolvimento de Marmelete?
MM – Há muito que a população de Marmelete anseia pela concretização do projeto de loteamento social e piscina, projetado há mais de 30 anos. Passados estes anos, não compreendo tamanha inércia. A Freguesia de Marmelete é a única do concelho, onde um investimento deste âmbito, ainda não foi realizado. Possivelmente teria tido um impacto, muito positivo, na fixação de alguns jovens, que encontram inúmeras dificuldades na aquisição de habitação própria. Existe uma grande oferta de habitações devolutas, no entanto, os preços praticados no mercado afastam, de imediato, os jovens para os concelhos vizinhos, pois com um investimento similar optam por adquirir um imóvel na cidade. Por outro lado, o PDM é muito restritivo. Seria urgente que este documento fosse revisto, com vista a alargar o perímetro urbano.

A um ano do término do meu mandato, ainda tenho uma réstia de esperança que o atual executivo camarário, pelo menos, proceda ao loteamento do terreno e coloque os cerca de 12 lotes à venda por um preço simbólico, oferecendo o projeto de arquitetura e especialidades, permitindo assim, que os interessados possam construir as suas habitações a um custo controlado.

 

JM – Que projetos ainda faltam implementar até ao final do mandato?
MM – Até ao final do mandato pretendemos realizar dois projetos bastante relevantes para o desenvolvimento da Freguesia, refiro-me ao Parque de lazer e à Área de Serviço para autocaravanas.
Ambos encontram-se inseridos em duas candidaturas aprovadas, com financiamento a 70%. Porém, foi-nos remetido um parecer desfavorável por parte do ICNF, pelo que, estamos a trabalhar no sentido de ultrapassarmos essas condicionantes, mediante um estudo de incidências ambientais, o qual desejamos, que seja aprovado pela mesma entidade, com a máxima brevidade, para que possamos passar à fase seguinte, a realização da obra.

Estes projetos já se encontram numa fase de maturação bastante avançada. O parque de lazer preconiza percursos pedestres, área de merendas, área de prática desportiva ao ar livre, espelho de água e parque infantil e a Área de Serviço para autocaravanas prevê 44 zonas de estadia para a permanência de autocaravanas

Estes projetos constituem-se como uma mais-valia, primando pela oferta de novas infraestruturas, que cumprem o suprimento não só de uma necessidade e desejo da Freguesia em criar condições dignas de receber os seus visitantes, como dar resposta à procura crescente que se tem verificado, de algum tempo a esta parte, ao nível do turismo natureza, nomeadamente na vertente do caravanismo.

Também estamos a trabalhar noutra candidatura, em parceria com a Associação Vicentina e restantes Juntas de Freguesia do concelho, na qual pretende-se criar em Marmelete, uma Casa das Artes e Ofícios. Todavia, devido à pandemia, este projeto ainda não se encontra muito avançado, pelo que tememos, não o ver concretizado até ao final do mandato.
Gostaríamos igualmente, de ver concluída a requalificação das entradas de Marmelete e a beneficiação de alguns espaços públicos e arruamentos, mas não dispomos de verba suficiente para a sua concretização, visto que os dois projetos anteriormente mencionados são bastante ambiciosos. Deste modo, esperamos que a Câmara Municipal nos apoie na sua realização, pois caso contrário, esta não será possível.

 

JM – O que considera ser a sua grande conquista enquanto presidente da Junta de Freguesia de Marmelete?
MM – Quem me conhece sabe que sou bastante exigente comigo própria, pelo que nunca me sinto plenamente satisfeita com aquilo que faço. Quer a nível pessoal, quer a nível profissional procuro sempre fazer melhor, e enquanto presidente da junta de freguesia, procurei ao longo destes 11 anos, manter sempre a mesma perseverança, dedicação e responsabilidade, para responder às necessidades da população.

Não sinto que tenha conquistado nada em especial, mas sinto que em cada projeto que realizamos dediquei muito de mim, por forma a corresponder com satisfação, aos que depositaram em mim e na minha equipa, o seu voto de confiança.

Ao longo deste anos promovemos pequenas ações, que julgo terem sido bastante importantes para a população. Relembro uma parceria que estabelecemos com a Associação Vicentina, na implementação de vários cursos de Informática, Inglês e RVCC, e aos quais tivemos uma adesão extraordinária por parte da população, que participou com bastante empenho, melhorando as suas aptidões profissionais.

Por outro lado, sempre tive um gosto especial pela secção das obras. Infelizmente, o nosso orçamento é limitado e não conseguimos concretizar muito daquilo que é necessário para a Freguesia e que desejaríamos ver realizado, mas aos poucos e com algum apoio da Câmara Municipal, foi possível realizar algumas obras, nomeadamente: a beneficiação do recinto de festas, com a criação da Rosa dos Ventos; a construção de um armazém para as viaturas da freguesia e afins; a criação de um parque de estacionamento, próximo da sede de freguesia; a requalificação do campo desportivo, da escola; a substituição do parque infantil do Adro; a beneficiação do cemitério n.º 1 e a continuação do cemitério n.º 2, com melhoramentos no seu interior e exterior; a requalificação do edifício da Casa do Povo e Centro de Acolhimento; a Casa do Medronho. Sendo que, apesar de achar todos importantes, sem dúvida alguma, a Casa do Medronho foi o projeto que mais gosto me deu ver concretizado, até aos dias de hoje.

 

JM – Quais são as vantagens e as desvantagens de viver na freguesia de Marmelete?
MM – Sempre vivi em Marmelete, tendo estado apenas mais ausente no período em que prossegui os meus estudos e, posteriormente, por imperativos profissionais.

Até à data, contínuo a padecer da mesma opinião. Pessoalmente considero, que as vantagens de aqui viver, são subjacentemente maiores, que as desvantagens.

A tranquilidade da aldeia, o contacto com a natureza, a simplicidade das gentes da terra, a gastronomia, entre tantas outras coisas, tão ímpares, fazem desta terra, um local especial.

Encontramo-nos geograficamente bem situados, entre Monchique e Aljezur, e bastante próximos de outros concelhos, como por exemplo Portimão e Lagos, e atualmente com o fácil acesso às novas tecnologias, o isolamento de outrora deixou de ser um problema.

Claro que, com filhos, este cenário muda um pouco, pois os recursos e serviços existentes são cada vez mais diminutos e a oferta é bem mais limitada, do que numa cidade. No entanto, ainda consigo expressar uma série de vantagens, que podemos proporcionar aos nossos filhos, como por exemplo a prática de uma série de brincadeiras e desportos ao ar livre, sem a competição diária entre uma televisão ou um computador, entre quatro paredes.

Apesar de existirem desvantagens, estas poderiam ser facilmente ultrapassadas, se passasse a existir um maior investimento nestes locais do interior. Essa, é a minha esperança e desejo, pois com toda a certeza futuramente, estes locais passarão a ser mais valorizados e apetecíveis para viver.

 

JM – A pandemia da covid-19 interferiu no plano que tinha delineado para a freguesia neste seu último mandato? De que forma? Que medidas foram tomadas para proteção da população?
MM – A pandemia da covid-19 apanhou o mundo de surpresa e, como é óbvio, com mais ou menos importância, veio interferir em muitas das nossas ações, que estavam delineadas para o presente ano. As atividades desportivas e culturais foram canceladas, o ateliê de Costura e Bordados, os transportes regulares, tal como as atividades destinadas aos mais jovens (aulas de guitarra e apoio ao estudo) foram suspensos. Também foram canceladas, as visitas à Casa do Medronho e as reservas do Centro de Acolhimento. Estas medidas foram tomadas com o intuito de proteger a população desta pandemia, seguindo as orientações da DGS, pois numa população já por si fragilizada, as consequências desta pandemia poderão ser extremamente complicadas.

Neste momento, procuramos, ainda com determinadas reservas, retomar algumas atividades de forma gradual, pois o futuro é incerto, mas há que ter esperança por dias melhores e a população necessita de um impulso de esperança e confiança, ainda que, com todas as restrições obrigatórias.

 

JM – Em 2009, afirmava que “o conjunto de competências próprias da Junta de Freguesia deveria ser mais abrangente”, como encara, neste momento, a delegação de competências das câmaras municipais para as juntas de freguesia?
MM – De alguns anos a esta parte, a câmara municipal tem vindo a delegar nas juntas de freguesia algumas das suas competências, mediante protocolos de delegação de competências e atualmente através do Acordo de Execução e do Contrato Interadministrativo de delegação de competências. Tal, tem-nos permitido dar uma resposta mais direta, célere e efetuar um trabalho de acompanhamento mais próximo, tornando, de certo modo, a junta de freguesia, um órgão mais autónomo.

Atualmente, a legislação caminha nesse sentido. Foi reconhecido que as freguesias estão mais próximas das pessoas e que a transferência de competências contribui ativamente para a melhoria dos serviços prestados às populações, e é com agrado que queremos ver ampliado o leque de competências próprias da junta de freguesia, mas com os devidos cuidados, pois essas transferências implicam a assunção de responsabilidades financeiras, patrimoniais e recursos humanos acrescidos, logo para que essa proximidade e melhoria sejam exercidas, têm de existir garantias e condições indispensáveis, para o seu pleno exercício, e tal ainda não está devidamente esclarecido/discutido.

 

JM – Após o término deste seu último mandato como presidente da Junta de Freguesia de Marmelete, pondera continuar a sua vida política?
MM – Para ser sincera, ao longo destes anos, nunca me senti muito ativa na vida política, não sou filiada em nenhum partido e de certo modo, dada a proximidade com a população e o conhecimento da realidade local, sempre encarei este cargo, com outros olhos.

De facto, irei perfazer o meu último mandato. Sinto-me um pouco desiludida com alguns aspetos, pois nem sempre foi fácil gerir alguns constrangimentos e dificuldades, mas o importante é sabermos enfrentar os obstáculos e por vezes contorná-los, principalmente quando não os conseguimos alcançar. Reconheço, que não podemos agradar a todos da mesma maneira, e também não conseguimos fazer tudo o que desejamos, mas o importante é sentirmo-nos bem com a nossa consciência. O tempo, de facto passa muito rápido, estamos praticamente a um ano, do término do meu mandato, mas ainda não ponderei devidamente essa hipótese, contudo como diz o ditado “O futuro a Deus pertence”.

 

Nota da redação:
Este trabalho é o segundo do ciclo de três entrevistas que estamos a realizar aos presidentes de Junta de Freguesia do concelho de Monchique. O critério escolhido foi a ordem alfabética.

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