Largo dos Chorões: «Será um pouco mais moderno e espera-se que vá ao encontro do gosto das pessoas»

Durante o período de intervenção no Largo dos Chorões, o Jornal de Monchique foi falar com o vereador responsável pelas obras públicas, regeneração e reabilitação urbana e recursos hídricos do domínio público, José Chaparro, para fazer o ponto de situação da obra, e saber quais são os projetos que estão a decorrer no concelho e o que está previsto ser realizado.

Jornal de Monchique – O que levou à intervenção no Largo dos Chorões?
José Chaparro – Havia alguns problemas a nível de infiltrações. O lago estava a perder bastante água e isso levava a que fossem transportados os finos para o subsolo. Na altura o melhor procedimento que se fez foi mandar reparar.

JM – A intervenção que está a ser feita é apenas uma manutenção ou uma reconstrução em relação ao que existia?
JC – O que está a ser feito é uma reabilitação, mantendo-se a estrutura base do lago. Estão a ser retiradas as tubagens antigas, que estavam obsoletas, e o próprio design do figurino vai ser diferente. O lago tinha uns jatos que não eram muito adequados para os ventos e muitas vezes a água ia para fora. Agora vai ter outro jogo de água e uma iluminação diferente. Será um pouco mais moderno e espera-se que vá ao encontro do gosto das pessoas.

JM – Para quando está previsto o fim da intervenção?
JC – Era para estar a ser ultimada nestas datas, só que o tempo que tivemos em termos de intempérie foi muito desagradável e houve muitos dias em que não trabalharam. Isso gerou uma dilatação nos prazos da obra, mas tudo aponta para que em duas semanas esteja concluída. Temos as tubagens todas metidas, os roços estão tapados e já metemos tubagens à carga. Esta semana vai ser iniciada a colocação da tela e, provavelmente, se o tempo não nos pregar nenhuma partida, mais 15 dias a obra deve estar feita.

JM – Qual é o custo total desta obra?
JC – Foi um custo relativamente reduzido para o tipo de obra em causa. Houve uma negociação feita com empreiteiros e consegui-se chegar a um valor que penso ser bastante aceitável, até porque estamos a trabalhar com uma empresa, a Fluidra, que nos dá algumas garantias. O valor ronda os 45 mil euros.

JM – A Câmara Municipal de Monchique tem outros projetos com esta empresa?
JC – Sim, tivemos outros trabalhos com eles e as referências foram boas. Até à data as coisas estão a funcionar bem.

JM – Que outras obras estão a ser feitas no concelho?
JC – Pelo concelho temos aí muitas coisas em projeto, como umas pontes para o interior, cujos pontões foram levados pela intempérie. Está a ser feita uma intervenção na rotunda do Pé da Cruz, vamos intervir nos armazéns da câmara e na escola. No parque industrial já se fez a desmatação e, em paralelo, tivemos de fazer uma intervenção a nível do ruído. Está a ser tratada a questão burocrática do abate de alguns sobreiros que lá temos, dado que é uma árvore protegida.
Na Ribeira do Ambrósio há um projeto de requalificação e a limpeza para que não se volte a verificar aquilo que aconteceu há cerca de 20 anos. Pretende-se fazer a retenção dos troncos e de todas as pedras para deixar passar apenas os líquidos.
Em relação à escola, temos algumas ideias e têm sido feitos contactos a nível governamental para fazer a requalificação e ampliação. E temos o parque de São Sebastião para o pavilhão multiusos. Mas esse está numa fase mais embrionária.

JM – O protocolo com a CCDR relativamente ao pavilhão multiusos foi assinado no ano passado. Qual é o ponto de situação em relação a essa obra?
JC – Neste momento não se avançou em concreto, há umas ideias a nível de projeto, mas ainda está numa fase embrionária.

JM – Há algumas informações que possam ser avançadas sobre esse projeto?
JC – Não lhe posso dizer em concreto se é daqui a dois anos, três anos. Como é uma obra de maior vulto também levará mais algum tempo.

JM – Em relação à obra na rotunda do Pé da Cruz, o que é que está a ser feito?
JC – A rotunda do Pé da Cruz é uma requalificação. Houve uma doação de mós, do antigo lagar de Monchique, que estavam armazenadas e espalhadas por aí. Tomou-se a iniciativa de reabilitar as ditas mós e devolvê-las à população. Na primeira ideia de projeto seriam colocadas com um espelho de água. Em termos de custos e de manutenção chegou-se à conclusão de que era preciso abandonar essa ideia porque acarretaria valores elevados. Também queremos reabilitar e pôr em funcionamento o parque de São Sebastião, que é uma das coisas que estamos a tratar, e acabou-se por abandonar o jogo de água para a rotunda. Neste momento já foi colocado o maciço central e a base. Estamos a aguardar que o betão crie preza e dureza suficiente para que os cones sejam colocados em cima e na envolvente vai ter um arranjo feito com sienito aqui da região.
Vai ser colocado um lettering com a sinalética alusiva a Monchique para dar as boas-vindas às pessoas que nos visitam e também alguma iluminação.

JM – Qual é o projeto para o Parque de São Sebastião?
JC – Temos aquele lago que não está em funcionamento e para se ativar o jogo de água existe um software específico. A empresa que construiu aquilo faliu e, infelizmente, desapareceu do mercado. Já fiz, inclusive, contactos para Espanha e provavelmente vamos ter que contratar uma empresa nova para colocar o sistema em funcionamento.
O que se pretende é pôr os jatos a funcionar e depois, na zona contígua e envolvente, colocar um parque infantil e aqueles aparelhos que permitem os adultos fazerem ginástica. Pretende-se criar um leque de gerações e que aquela zona seja mais apelativa e tirar partido também do mirante. Por outro lado, há também uma situação que estamos a abordar, que são uns passadiços para fazerem a ligação do mirante para a Ribeira do Ambrósio. Queremos criar um circuito pedonal e levar mais pessoas lá abaixo. É uma possibilidade que estamos a estudar. Houve, inclusive, um privado que adquiriu alguns imóveis nesse trajeto e o que queremos é uma contrapartida para que ele nos deixe fazer a construção.

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