IPMA emite aviso amarelo e laranja para condições meteorológicas adversas no Distrito de Faro

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) emitiu um aviso à população para condições meteorológicas adversas a partir da tarde de hoje, dia 19 de outubro, com chuva forte, persistente e generalizada no território de Portugal continental, vento forte, a sul do Sistema Montanhoso Montejunto-Estrela e nas terras altas e agitação marítima forte em toda a costa.

Para o distrito de Faro, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) lançou um aviso amarelo, para hoje, de agitação marítima, entre as 10h23 e as 15h00, na costa Sul com ondas de sueste com 2 a 2,5 metros, em especial no sotavento e precipitação, com períodos de chuva, por vezes forte e persistente, a partir das 21h00. Para amanhã, dia 20, o aviso passa para laranja para precipitação forte e persistente, das 09h00 às 18h00, e para vento forte de sul com rajadas até 100 km/h, sendo até 130 km/h nas terras altas, entre as 12h00 e as 18h00.

O comunicado da ANEPC, face à situação descrita, prevê que possam ocorrer os seguintes efeitos:
– Possibilidade de inundações rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem;
– Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis;
– Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem;
– Piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água;
– Danos em estruturas montadas ou suspensas;
– Possibilidade de queda de ramos ou árvores;
– Possíveis acidentes na orla costeira.
– Deslizamentos de terra causados por instabilização de vertentes associados à saturação dos solos, pela perda da sua consistência.

No mesmo documento a ANEPC recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações, nomeadamente:
– Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
– Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a formação de lençóis de água nas vias;
– Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
– Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
– Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores;
– Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando se possível a circulação e permanência nestes locais;
– Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;
– Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança;
– Nos terrenos confinantes com rios e cursos de água, historicamente sujeitos a cheias e inundações, retirar os animais e os equipamentos agrícolas.

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