Feliz outono!

Outono é uma estação do ano em que os poetas, os artistas, os nostálgicos e os gestores se sentem à vontade porque anuncia e inicia um novo ciclo natural. As noites são maiores, as cores da natureza ficam mais esbatidas e mais sóbrias, as folhas das árvores caem em grande quantidade, surgem nuas as que são caducas e as colheitas mais tradicionais estão terminadas. Nunca é por acaso que as relações humanas se harmonizam e completam com os ciclos naturais. Desde sempre, na nossa região, este foi o tempo em que se vendia o milho, os peros, e se engordavam os porcos para matar assim que o inverno chegasse. As escolas começam a sua atividade também por este tempo, os quinteiros, de quem ainda se fala, acertavam as contas com os senhorios e renovavam as rendas e os aforamentos em dia marcado, São Miguel, 29 de setembro. Basta ler alguns escritos mais antigos, até meados do século vinte e era assim que se marcava o ritmo da vida na nossa região.

Atualmente, as coisas mudaram nalguns aspetos. Outras, nem tanto. Os ciclos naturais continuam ainda a fazer sentir o seu peso, os poetas podem celebrar a sua inspiração com os exemplos que a paisagem e as mudanças lhes proporcionam, os pintores continuam a pintar bonitos quadros com árvores esguias e folhas caídas.

Os mais atentos sabem que o dia em que começa o outono foi marcado pela ONU para ser também o DIA MUNDIAL DA FELICIDADE, a partir de uma proposta do rei do Butão. Vale a pena refletir sobre os sete pontos em que assenta essa proposta, que em última análise tem o sentido de promover o desenvolvimento económico, social e de bem estar a partir de um índice que permite identificar o sentido da felicidade das pessoas e é de aplicação universal.

Pensemos todos nisto!

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