Hipertensão arterial – doença silenciosa

No passado dia 17 de Maio, teve início em Monchique um ciclo de acções de sensibilização com o mote “Encontro com o Especialista” com a presença de peritos em diferentes áreas, que irão decorrer com uma periodicidade mensal, com o objectivo de promover a literacia em saúde e a capacitação dos cidadãos, de modo a que façam opções saudáveis e responsáveis em relação à sua saúde e à saúde de quem os rodeia. Estas sessões são organizadas pela Unidade de Cuidados na Comunidade Mons Cicus, que integra o Agrupamento dos Centros de Saúde do Barlavento da Administração Regional do Algarve e contam com o apoio do Município de Monchique.

A primeira sessão, integrou as comemorações do Dia Mundial da Hipertensão, com a presença do orador Dr. Francisco Adragão.

Segundo dados da Fundação Portuguesa de Cardiologia, em Portugal existem cerca de 2 milhões de Hipertensos, sendo que, destes apenas:

50% sabe que sofre desta doença;

25% está medicado;

11% tem a tensão efetivamente controlada.

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em Portugal, um dos principais fatores de risco deste grupo de doenças é a hipertensão arterial (HTA), das quais salientamos os acidentes vasculares cerebrais (AVC) e enfartes agudos do miocárdio.

O controlo da HTA em doentes medicados e a taxa de prevalência é mais elevada no sexo feminino.

Considera-se que uma pessoa é hipertensa, quando apresenta, em pelo menos duas ocasiões diferentes, um dos valores da pressão arterial (sistólica “máxima” ou diastólica “mínima”) ou ambos, iguais ou superiores a 140/90mmHg.

Fique atento a possíveis sinais e sintomas de alerta de HTA como dor de cabeça, dor no peito, tonturas, zumbido nos ouvidos, visão turva e hemorragia nasal.

Os factores de risco para esta doença podem ser divididos em modificáveis como excesso de sal na alimentação, sedentarismo, obesidade, valores elevados de colesterol, tabagismo, consumo excessivo de álcool e stress) e não modificáveis (idade, raça, sexo, hereditariedade).

O consumo excessivo de sal é uma das principais causas para o desenvolvimento desta doença. Dados recentes, revelam que a população portuguesa, consome mais do que o valor recomendado pela Organização Mundial de Saúde (5 g/dia), neste sentido deve evitar alimentos naturalmente salgados ou aos quais tenha sido adicionado sal durante a sua preparação: enchidos, enlatados, comidas pré-preparadas e aperitivos.

É importante que tenha uma alimentação saudável, segundo os princípios da dieta mediterrânica, esta deve ser pobre em sódio e rica em potássio, magnésio, cálcio e fibras. Substitua o sal por condimentos alternativos, como ervas aromáticas ou sumo de limão.

Não se esqueça das seguintes regras de ouro: avaliar a tensão arterial regularmente e tomar a medicação de acordo com a prescrição médica, diminuir o consumo de gorduras saturadas, evitar fumar, ingerir bebidas alcoólicas e evitar o stress, manter um peso adequado para a sua estatura e praticar exercício físico regularmente.

 

Referências Bibliográficas
https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/hipertensao-um-terco-dos-portugueses-tem-esta-doenca-silenciosa-mas-mais-de-metade-nao-sabe
https://www.sphta.org.pt/pt/base8_detail/24/89
http://static.publico.pt/docs/sociedade/cartacoracao.pdf

https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/10119/1/RFR_art581.pdf
http://repositorio.insa.pt/bitstream/10400.18/4760/1/Boletim_Epidemiologico_Observacoes_NEspecia8-2017_artigo2.pdf

Autor: Patrícia Carneiro
*Coordenadora da UCC MONS CICUS

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