Gerir os calores

Estamos em pleno verão, que já começou há mais de uma semana. Meteorologicamente falando, com tempo seco e quente até em quase tudo o que diz respeito às pessoas. Os problemas sociais ainda não se resolveram, a crise ainda existe, a energia para inverter estes processos pouco dinâmicos que temos tido, não está muito forte. Mesmo assim temos tido nos últimos tempos dois assuntos quentes a ocupar o coletivo: o Euro 2016 e o dito Brexit. Mais quentes até que as eleições americanas ou o drama trágico dos refugiados, por exemplo.

Claro que nos devemos preocupar e ter atenção a tudo isso. Assim como precisamos de estar sensibilizados para as campanhas antitabágicas, para os afogamentos nas praias, para os défices nos hospitais, para os sinais de alguma recuperação pontual da economia e a mais uma panóplia de temas inesgotável e toda ela importantíssima.

O que não podemos nunca fazer é perder a noção do nosso papel, de todos e de cada um. Sem sair do espaço serrano de Monchique temos também algum calor a animar-nos. Este tempo de verão cria ocupação sazonal a quem queira ganhar alguns dinheiritos, entre restaurantes, hotéis, cortiça, limpezas de matos, mas também oportunidades com feiras que aí vêm em julho e que se desejam capazes de impulsionar a economia local ou mais vale suspendê-las para repensar o figurino.

É mesmo imprescindível que se invista em ideias, pessoas, equipamentos, infraestruturas, que nos coloquem na temperatura mais conveniente para um desenvolvimento bem sustentado.
Vamos a isso, sem esmorecer com a desculpa do calor. É que ainda temos tantas árvores para nos oferecer sombras aprazíveis e uma água fresquinha e retemperadora que até parece mal não disfrutarmos dela.

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