Festival Internacional de Artes Performativas: A magia do teatro, a alquimia do medronho e a surpresa do novo circo

O 1.º ciclo do projeto «Lavrar o Mar» está a chegar ao fim com o Festival Internacional de Artes Performativas que decorre em Monchique e Aljezur, de 19 a 28 de maio. Uma união «entre a serra e o mar» através do teatro de marionetas, novo circo, gastronomia ou música.

Para os dois fins de semana podemos esperar, no primeiro, a repetição do espetáculo «Medronho» que decorreu nos dias 31 de março e 1 e 2 de abril em quatro destilarias da Rota do Alferce: Lameira, Pedra Branca, Lagarto e Lagar e que, «devido ao reduzido espaço das destilarias, vai voltar», explica Madalena Victorino, responsável pelo projeto «Lavrar o Mar». O ponto de partida é o Heliporto Municipal, às 19h00 nos dias 19 e 21 e às 16h00 no dia 20. O espetáculo tem a duração de 3h30 e o transporte vai ser assegurado pela organização.

O dia 19 tem uma estreia intitulada «Gatilho da Felicidade», às 21h30. Será uma performance da responsabilidade de João Galante e Ana Borralho (Casa Branca) que «fala das coisas que interessam aos jovens neste mundo em que nos encontramos», esclarece Madalena Victorino. Por isso mesmo, «estamos à procura de um grupo de pessoas, entre os 17 e os 24 anos, que queiram participar neste espetáculo que tem uma componente teatral muito forte, música e movimento», sublinha.

O Tof Theatre (Bélgica) traz até Monchique, no dia 28 de maio, a magia das marionetas pelo espetáculo «Dans l’atelier» (dentro do atelier) na sala de estudo da junta de freguesia, às 15h, 16h e 17h. Um teatro para toda a família onde «uma quantidade de materiais vão dar origem a uma marioneta completíssima, cheia de personalidade e de vida que, às vezes, até tiraniza as suas próprias manipuladoras e faz troça delas. É um momento muito interessante para podermos ver como é que o teatro de marionetas funciona por dentro e por fora», acrescenta.

O novo circo também tem lugar durante o Festival Internacional de Artes Performativas. Estará a cargo de Claudio Stellato nos dias 26, 27 e 28 de maio, sempre às 19h00. O espetáculo «La Cosa» (A Coisa) «trabalha a madeira que é um aspeto cultural muito forte da atividade da serra de Monchique», observa Madalena Victorino, pelo que os espetadores poderão ver «toros de madeira, que podiam ir para a fogueira ou servir para construir um objeto ou um móvel, a serem atirados, lançados, a voarem e a construirem esculturas não se sabe como, que ganham volumetrias e formas muito bonitas», explica.

Por último, também dos dias 26, 27 e 28 de maio, mas às 21h30, vindo de França o «Cie Bêtes de Foire Petit Théâtre de Gestes» (As bestas da feira – pequeno teatro de gestos) vai ser apresentado numa tenda de circo. Para além disso, há mais programação em Aljezur que poderá ser consultada no site do «Lavrar o mar».

Os bilhetes para os espetáculos estão à venda na plataforma Bol e na Biblioteca «António da Silva Carriço», em Monchique.

Madalena Victorino salienta ainda que este festival que se realiza nos últimos dois fins de semana de maio é o «último momento deste 1.º ciclo que veio de novembro a maio precisamente numa ideia de ir contra a sazonalidade e ocupar um tempo que tem menos atividades culturais com uma aposta forte na cultura, na arte contemporânea, na criação e nos artistas locais» e levanta a ponta do véu para um 2.º ciclo do projeto «Lavrar o Mar».

Segundo adianta, há intenção de continuar, apesar de «estarmos dependentes de candidaturas já efetuadas ao 365 Algarve e à CCDR regional».

E deixa-nos na expetativa de um teatro aquático para o 2.º ciclo, manifestando a vontade de «utilizar as piscinas municipais que são equipamentos muito bonitos e bons, transformando-as numa experiência artística, que desperte o desejo de lá voltar e de praticar natação».

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Madalena Victorino

 

Foto de destaque: Nelson Inácio

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