Diário da Agricultura e Pescas – 5 de novembro de 2019

Investigadores defendem medidas urgentes para captar água das chuvas

Fonte: 24.sapo.pt/Lusa

Cientistas da Universidade de Aveiro defendem a implantação de medidas urgentes para captar e gerir a água da chuva, que vai diminuir de acordo com as previsões que efetuaram.

As previsões, realizadas na Universidade de Aveiro (UA), apontam para um cenário de escassez de água no ecossistema e, naturalmente, para consumo humano. Prevê-se que, entre 2046 e 2065, Portugal continental sofra uma diminuição da precipitação média anual de 10% na zona norte e em todo o litoral e de cerca de 30% nas zonas interiores e no sul.

Segundo a coordenadora do estudo sobre a escassez de água devem ser implementadas medidas de gestão/captação e eficiência de consumo tais como a adoção de medidas como sistemas de recolha de água da chuva “por forma a garantir a respetiva disponibilidade para irrigações agrícolas e florestais”. Os investigadores aconselham ainda a realização de um planeamento integrado de uso de solo e disponibilidade de água da chuva, dos rios e dos aquíferos. E em situações mais prementes “poderá ser necessária uma realocação do cultivo para zonas com uma maior disponibilidade de água da chuva, atendendo também às condições do solo e características da vegetação em causa”.

 

Venda de produtos fitofarmacêuticos em 2017 sofreu um decréscimo de cerca de 17% em comparação com 2016

Segundo o Relatório de vendas de Produtos Fitofarmacêuticos – 2017 da Direção Geral de Alimentação e Veterinária, o quantitativo de vendas de produtos fitofarmacêuticos ocorrido durante o ano de 2017 sofreu um decréscimo de cerca de 17% relativamente ao ano de 2016, atingindo o valor mais baixo desde 2002, e totalizou 8 106 841 kg, expressos em substância ativa (s.a.).

No seu conjunto, fungicidas, herbicidas e inseticidas representaram cerca de 86% do total de produtos fitofarmacêuticos vendidos. Os outros produtos fitofarmacêuticos em que se incluem produtos para tratamento do solo (nematodicidas/fumigantes), rodenticidas, reguladores de crescimento, moluscicidas e óleos vegetais representam os restantes 14%.

A redução de venda de produtos fitofarmacêuticos, segundo a DGAV, está associada à evolução de práticas agrícolas e também dependente de diversas variáveis como as condições climatéricas que condicionam o estado fitossanitário das culturas, o efeito de mercado e a capacidade económica do operador agrícola ou utilizador de produtos fitofarmacêuticos e até à dinâmica do mercado, com a introdução de novas moléculas.

 

Cientistas propõem alimentação para bovinos com algas marinhas para reduzir emissões de metano

Fonte: Agricultura e Mar Atual

Cientistas propõem alimentação para bovinos com algas marinhas para reduzir emissões de metano. A proposta faz parte do estudo “Algas como fertilizantes, bio-estimulantes agrícolas e forragens para animais”, que está à venda desde 25 de Outubro.

Diz o estudo que o papel das algas marinhas na redução das emissões de metano (gás de efeito estufa muito mais perigoso do que o CO2), através da sua aplicação na alimentação de animais, contribuirá para a resolução de um dos principais problemas relacionados com os produtores de leite e de carne bovina.

Dependendo da espécie, do meio ambiente e de condições como temperatura da água, intensidade da luz e concentração de nutrientes na água, as algas possuem ótimas características para fins muito diversos, entre os quais o seu consumo por parte quer de seres humanos quer de animais como sejam os bovinos através da sua incorporação em rações, podendo inclusive utilizarem-se nas rações para peixes.

 

*Artigo publicado em parceria com a Rádio Foia. O programa «Diário da Agricultura e Pescas» está no ar de segunda a sexta-feira às 7h00 e às 21h00

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