Diário da Agricultura e Pescas – 31 de outubro de 2019

Com mais cereais, a Europa prevê menos importação de milho. Em Portugal a produção foi idêntica à do ano anterior

Fonte: http://vozdocampo.pt

A produção de cereais na UE deverá atingir 312 milhões de toneladas em 2019/2020 (numa área de 56,5 milhões de hectares). Um aumento face à média dos últimos 5 anos, informa o último relatório de previsões agrícolas da Comissão Europeia.

No caso do trigo, a produção recuperou face ao ano passado, atingindo 145 milhões de toneladas. França e Alemanha, os maiores produtores de trigo da UE, registaram aumentos de 16% e 13%, respetivamente, face a 2018/2019. Já no caso do milho a colheita na UE diminuiu 4%, afetada pela seca em alguns países, devendo totalizar 66,5 milhões de toneladas.

E de acordo com o boletim mensal de outubro da agricultura e pescas do INE, em Portugal Campanha do milho tem vindo a decorrer normalmente com o milho de regadio a registar um rendimento próximo do alcançado, isto é na campanha anterior (9,2 toneladas por hectare).

No arroz, prevê-se uma produção próxima da alcançada na campanha anterior.

Diz ainda o boletim da agricultura e pescas que a produção deverá aumentar 15% em relação à campanha anterior, situando-se próxima das 430 mil toneladas. Quanto à produção de maçã, esta deverá ser a maior produção desde 1986 registando as 340 mil toneladas. Também aumentos significativos se registaram na produção de amêndoa com 34 mil toneladas, uma produção superior em 55% face a 2018. Já quanto à produção de pêssego a produção não deverá aumentar face à campanha anterior, ficando próxima das 43 mil toneladas. Para este facto contribuiu decisivamente a queda tardia de frutos, bem como o menor calibre alcançado este ano.

 

PAN quer suspender colheita mecânica noturna de azeitona tal como se passa em Espanha

Fonte: Agricultura e Mar Atual

O Governo espanhol determinou a suspensão da colheita mecanizada de azeitonas, entre o pôr-do-sol e o amanhecer até ao dia 1 de maio de 2019. O partido Pessoas-Animais-Natureza quer que Portugal siga o exemplo, numa altura em que se aproxima a nova época da colheita mecanizada de azeitona realizada durante a noite.

E já apresentou um requerimento ao Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural em que informa que “quer medida vinculativa em Portugal”.

Para a direção do PAN “é necessária uma avaliação independente do impacto ambiental que esta atividade exerce sobre a morte das aves que passam a noite nos olivais”, calculando que morram nos 15 mil hectares de olival intensivo existentes 96 mil aves migratórias anualmente”,

Da parte do Ministério da Agricultura este “determinou a realização de um estudo e o acompanhamento desta situação, mas com o aproximar da nova época da colheita de azeitona, o estudo não foi divulgado nem foi regulamentada a atividade o que resultará, certamente em impactos negativos na biodiversidade, tal como aconteceu na época passada”.

 

Eurodeputados alertam a Comissão Europeia para ameaça do mexilhão zebra no Alqueva

Fonte: Jornal Público

O mexilhão zebra, uma espécie bivalve de água doce não-comestível de três centímetros de comprimento, nativo dos lagos do sudeste da Rússia, dos mares Negro, Cáspio e de Azov e está presente em Espanha desde 2001, já causou prejuízos no Ebro e há poucos meses propagou-se também às bacias hidrográficas do Júcar e do Guadalquivir e ameaça chegar à albufeira do Alqueva.

A presença do mexilhão-zebra quebra o equilíbrio ecológico e, através dos efluentes que expulsa, cobre o fundo dos rios e lagos com uma camada tóxica que mata todos os peixes na zona afetada e é quase impossível de erradicar. O seu impacto económico, com especial relevância para as atividades agrícolas e de turismo, resulta da obstrução dos sistemas de irrigação, dos canais de entrada e saída das construções hidráulicas, e ainda dos motores e âncoras dos barcos.

Face à ameaça de prejuízos causados pelo mexilhão zebra sobre o Alqueva, uma das maiores albufeiras da Europa, eurodeputados do PSD questionaram a Comissão Europeia sobre as medidas que o governo português “está a tomar para evitar a disseminação da praga” de um dos bivalves mais perigosos do mundo numa reserva de água que até 2023 irá regar mais de 180 mil hectares de área agrícola na região Alentejo. É pedido agora que a Comissão Europeia faça aplicar “apoios extraordinários e diretos ao combate ao mexilhão-zebra, através de ajudas à sua prevenção e mitigação”, tendo em conta os prejuízos que poderá causar na agricultura e no turismo.

 

*Artigo publicado em parceria com a Rádio Foia. O programa «Diário da Agricultura e Pescas» está no ar de segunda a sexta-feira às 7h00 e às 21h00

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