Diário da Agricultura e Pescas – 18 de novembro de 2019

Praga dos citrinos está a aumentar em Portugal

Fonte: Lusa

O Ministério da Agricultura alertou para um aumento, este mês, da dispersão da praga dos citrinos, sobretudo na região centro, apesar das medidas implementadas para tentar travar o problema. Trata-se da praga designada por Psila Africana detectada no centro de Portugal onde se localiza um número significativo de viveiros de citrinos.

A Psila Africana é um insecto que provoca estragos diretos e é vetor da doença dos citrinos, a qual pode afetar seriamente a produção de citrinos a nível nacional e europeu”.

 

Citrinos provenientes de países fora da união europeia infestados de pragas e doenças aumentaram 17%

“Dada a importância da mesma para a economia regional e nacional, a DGAV [Direção Geral de Alimentação e Veterinária] e a DRAP do Centro, atendendo à previsão da dispersão do inseto, têm vindo a trabalhar com o setor viveirista, alertando para a necessidade de reconversão da forma de produção de plantas e fornecendo informação técnica sobre os requisitos a serem seguidos para a construção das estruturas”, indica o Ministério.

Foi disponibilizada uma verba de 2 milhões de euros, do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR 2020), para apoio a investimentos em viveiros para a produção de plantas de citrinos ou outras rutáceas, específica para o setor viveirista, mas “as candidaturas apresentadas ficaram, no entanto, abaixo do valor de apoio disponibilizado”.

Entre janeiro e setembro deste ano, os portos da União Europeia interceptaram um total de 124 carregamentos, vindos de países terceiros, com frutas cítricas infestadas de pragas e doenças. Durante o ano de 2018, registaram-se 106 casos. A África do Sul e o Uruguai são os países com o maior número de problemas nos primeiros dez meses de 2019.

A maioria das importações retidas com pragas e doenças até outubro corresponde ao fungo que causa a temida mancha preta, e a uma traça falsa que causa sérios danos comerciais às frutas cítricas. Ambas são pragas e doenças em quarentena que representam um risco sério e crescente para o setor cítrico europeu, pois não estão ainda presentes na Europa.

De acordo com as análises recentes realizadas pela La Unió, organização agrária espanhola, a maioria das substâncias ativas detetadas em produtos cítricos de países terceiros, e que os produtores europeus não podem usar, correspondem a fungicidas para preservar a fruta, que em muitos casos são usados como uma alternativa ao tratamento a frio, que é mais inofensivo.

 

GNR apreendeu mais de 100 cavalos em explorações pecuárias do distrito de Beja

Fonte: Sapo

Em comunicado, a GNR refere que o Comando Territorial de Beja, através do Núcleo de Proteção Ambiental de Aljustrel, apreendeu 104 cavalos na sequência de uma fiscalização efectuada após denúncia para a linha SOS Ambiente e Território.

A GNR fiscalizou 115 cavalos, dos quais 104 foram levados por falta de identificação e de condições de salubridade.

“No seguimento da fiscalização efetuada pela GNR foi ainda detetada uma infração por falta de registo de exploração pecuária e levantados os autos de contraordenação por falta de identificação de equídeos e de bem-estar animal, punidos com coimas cujo valor máximo pode atingir os 3.750 euros”, adianta a GNR na nota. A ação de fiscalização foi realizada em conjunto com elementos da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária do Alentejo, da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo e dos Médicos Veterinários Municipais de Aljustrel e Ferreira do Alentejo.

 

Portugal deverá ser o único país da UE a aumentar produção de vinho em 2019

Fonte: Vida rural

Portugal deverá ser o único país da União Europeia a aumentar a produção de vinho em 2019, revelam as previsões da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). De acordo com a organização, a produção do nosso país cresce em contraciclo com o resto da produção mundial, que deverá cair cerca de 11 pontos percentuais. Em Portugal, a produção deve aumentar 10% para um total de 6,7 milhões de hectolitros. Por detrás da desta diminuição da produção mundial de vinho estão, segundo a OIV, as condições climáticas desfavoráveis, em particular nos três principais países produtores – Itália, Espanha e França.

 

 

*Artigo publicado em parceria com a Rádio Foia. O programa «Diário da Agricultura e Pescas» está no ar de segunda a sexta-feira às 7h00 e às 21h00

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