Diário da Agricultura e Pescas – 13 de novembro de 2019

Partido Ecologista Os Verdes defende o arranque de olivais superintensivos a menos de 300 metros das aldeias

Fonte: Público

A urgência climática e a saúde pública justifica-o, alega o Partido Ecologista Os Verdes, que propõe que, em seis meses, sejam arrancadas as parcelas de culturas agrícolas superintensivas que estejam a menos de 300 metros de núcleos habitacionais. Que podem depois até ser deslocalizadas para outro local, desde que continuem a cumprir essa distância.

A intenção dos ecologistas é “minimizar os impactos das pulverizações e utilização de pesticidas e adubos para a qualidade de vida das populações”, explicam no projeto de lei que o Partido Ecologista Os Verdes entregou no Parlamento.

À justificação da saúde humana, o PEV junta o facto de estas culturas superintensivas, em especial da oliveira e a amendoeira, consumirem muita água e saturarem e empobrecerem os solos.

No caso do Alentejo, já há estudos que demonstram que os riscos de seca extrema, a par com os de desertificação e empobrecimento dos solos devido a culturas intensivas, farão com que essas terras fiquem “inaptas para a agricultura” ao fim de 20 a 25 anos, alega o PEV que defende também que estas culturas agrícolas deixem de ser beneficiadas pelos apoios da Política Agrícola Comum tendo em conta os riscos ambientais causados.

 

Empresa de Coimbra desenvolveu uma plataforma para melhorar prevenção de incêndios

Fonte: SAPO 24

A empresa de Coimbra Bold Robotics, que tem como um dos fundadores o professor Xavier Viegas, recebeu um apoio de 50 mil euros da Agência Espacial Europeia para desenvolver uma plataforma digital que pretende melhorar a gestão de terrenos florestais, de forma a garantir uma melhor prevenção de incêndios.

Segundo Carlos Xavier Viegas, “a ideia é a de que a plataforma receba dados relativos ao terreno, como a topografia e vegetação existente e, através de algoritmos e simuladores de fogo, faça uma sugestão da melhor gestão da biomassa no terreno, seja para cumprir a legislação em vigor, seja para reduzir a suscetibilidade dos impactos dos fogos rurais no terreno”. Segundo o coordenador da equipa, a plataforma poderá depois ser aplicada por Governos, autarquias ou clientes privados. A equipa espera agora terminar dentro de ano e meio o protótipo da plataforma para demonstração.

 

Governo norueguês foi aconselhado a subir impostos sobre viveiros de salmão

Fonte: Público

Os impostos sobre os lucros obtidos pelas empresas norueguesas que exploram viveiros de salmão devem ser aumentados, recomendou ao Governo uma comissão composta por especialistas nomeados pelo próprio Executivo da Noruega. A ser assim os apreciadores de salmão correm o risco de o ter de pagar mais caro, uma vez que a taxa a aplicar sobre os lucros das empresas que exploram viveiros de salmão seria de 40%, o que geraria uma receita para o Estado de cerca de 690 milhões de euros ao ano.

A Noruega produziu, em 2018, cerca de 1,1 milhões de toneladas de salmão, o que representa mais de metade do total da produção mundial. Durante os últimos anos, tem-se assistido a uma subida de preços do salmão, havendo a expectativa de que um agravamento da tributação para limitar o impacto ambiental deste negócio possa resultar em novas subidas de preços.

 

*Artigo publicado em parceria com a Rádio Foia. O programa «Diário da Agricultura e Pescas» está no ar de segunda a sexta-feira às 7h00 e às 21h00

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