Casa do Algarve prestes a ser dissolvida

A Assembleia Geral da Casa do Algarve, de Lisboa, foi convocada para o dia 2 de outubro para discutir e votar a sua dissolução e nomear uma comissão liquidatária. Segundo uma circular que a Direção em funções distribuiu pelos sócios, e a que o JM teve acesso, é insustentável a situação financeira em que aquela associação se encontra, com dívidas acumuladas, e que não tem merecido dos associados uma resposta tendente a uma normalização.
Consideram os seus dirigentes nessa circular que “se mantém a atitude totalmente indiferente da grande maioria dos associados da Casa do Algarve, em particular de algumas Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia”, apesar das diligências encetadas e que “ponderando todo o circunstancialismo, conclui pela responsabilidade moral de algumas das Autarquias do Algarve, no que concerne a decisão que somos forçados a tomar”.
Fontes contactadas pelo JM informam que a maior parte das câmaras municipais algarvias, que sendo sócias, não têm cumprido a sua obrigação do pagamento de quotas.
Para além disso e atendendo à história e à “importância que esta associação regionalista teve e poderá ter para os algarvios residentes na Grande Lisboa e para o Algarve em geral, nos mais diversos aspetos desde os culturais aos económicos”, a Assembleia Municipal de Monchique aprovou, por unanimidade, na sua reunião ordinária de 30 de setembro, uma moção em que alerta “todas as Assembleias Municipais e Câmaras Municipais do Algarve e a Comunidade Intermunicipal do Algarve – AMAL para a grande perda que está eminente e colocar à consideração de todas e de cada uma a procura de uma solução responsável e urgente”.

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