Bremen e Nuremberga 2017

verãoNovamente com saída marcada de Faro, parti até à Alemanha para uma semana de visita à família.

Apenas tinha estado em Bremen uma vez quando fiz o Interrail pela Europa, nesta que foi a cidade em que os meus tios assentaram arraiais há largos anos.

Duas das minhas primas ainda aqui vivem e foi na companhia da Adosinda, que é da minha idade, do Class e dos seus filhos, Ana Katharina e Joan, que passei estes primeiros dias em Bremen.

Esta importante cidade portuária alemã é também conhecida pelos seus célebres «músicos», o burro, o cão, o gato e o galo. Bem perto destes está a estranha estátua de Roland, o protetor da cidade erigida faz mais de 600 anos. Também com a companhia da minha prima Maria visitámos a catedral St-Petri-Dom e a sua torre onde se pode subir e ter uma vista privilegiada sobre a cidade.

O final de tarde e a noite foram passados de palco em palco no Breminale, um festival de música que decorria por estes dias à beira rio. O palco que ganhou a minha preferência, e onde estive mais tempo, foi naquele em que atuaram uma série de bandas punk. A fazer jus à própria cultura punk, o palco era construído à base de madeira de paletes, que lhe davam um aspeto super tosco. Foi aí que vi uma banda que, como estilo musical, praticava um som apelidado de «gameboy metal», indo sacar som a esta velhinha consola de jogos portátil. Foi, no mínimo, curioso.

Na tarde do dia seguinte segui de comboio até Nuremberga onde vive a minha prima Anabela, que me foi buscar à estação. Sem demoras, seguimos para a festa de aniversário de um seu vizinho e amigo, podendo apreciar um pouco da comida alemã e também da sua cerveja, um dos fortes produtos da região bávara e que muito apreciei.

Se no norte do país, onde havia estado antes a cerveja não é nada de especial e nem tem muita tradição, nesta zona da Alemanha ela é rainha, com muita produção, variedade e qualidade. É nesta região, mais concretamente em Munique, que se realiza o October Fest, o mais conhecido festival do mundo dedicado à cerveja.

Também já cá tinha estado em dois mil e cinco mas, ainda assim, visitei novamente o Luitpoldhain, desta feita em modo de corrida. Nunca deixa de impressionar toda a megalomania presente nas construções do partido nazi, quando estavam no poder, e de como funcionava a propaganda deste regime.

Foi uma curta estadia em Nuremberga, visitando o centro da cidade no último dia em que aqui estive, que mais uma vez muito me encantou pelo cariz medieval que conserva. Deixei a mochila no trabalho da Anabela para mais facilmente me deslocar a pé. Despedidas à minha prima, que muito bem me recebeu, não deixei Nuremberga sem comer as típicas salsichas desta cidade.

Findos estes três dias em Nuremberga, regressei a Bremen para estar mais três dias na companhia das minhas primas, regressando depois a Portugal.

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