Assunção Cristas visita áreas afetadas pelo incêndio em Monchique

Assunção Cristas, presidente do CDS/PP, esteve reunida na manhã de hoje, 28 de Agosto, com Rui André, presidente da Câmara de Monchique, durante cerca de 45 minutos, tendo seguido, por volta das 11h00, para o Alferce, onde visitou as zonas ardidas pelo incêndio.  e falou aos jornalistas, que a questionaram sobre a sua responsabilidade quanto à plantação de eucaliptos.

Questionada pelos jornalistas sobre a sua responsabilidade quanto à plantação de eucaliptos, Cristas afirmou ter de «dizer, pela enésima vez, que não levantei [as] restrições à plantação de eucaliptos. O que fiz foi criar um sistema de informação que não existia: o RJAAR, Regime Jurídico das Ações de Arborização e Rearborização, que permite hoje saber o que não se sabia à época».

A dirigente do centrista explicou que esse regime «não abarca tudo aquilo que são investimentos apoiados pelos fundos comunitários para não estar a duplicar o reporte por parte dos agricultores». «Tudo o que são investimentos apoiados por espécies autóctones entram no PDR2020 e não apareciam no RJAAR. A ideia seria, depois, juntar os dois sistemas de informação para termos o retrato completo», referiu Assunção Cristas.

Quanto à posição do partido face à catástrofe que afetou os concelhos de Monchique, Silves e Portimão, a líder do CDS disse que «há aspetos importantes e, certamente, no parlamento teremos oportunidade para esclarecer porque é que foram precisos sete dias para debelar este incêndio».

A líder do CDS-PP manifestou preocupação com os apoios concedidos às pessoas afetadas pelo fogo e que perderam os seus bens. Considerou que a situação de Monchique é diferente da verificada nos incêndios de Pedrógão, «onde os apoios resultaram na maioria da generosidade dos portugueses».

«Para Monchique não há esses donativos e, segundo informação do senhor presidente da Câmara, as regras serão diferentes e será porventura o Estado a entrar com o dinheiro. Mas, colocando-nos no papel das pessoas que perderam os seus bens, não consideramos compreensível como é que num caso não têm de pagar nada do seu dinheiro e neste caso terão de o fazer», salientou.

Cristas disse ainda que o CDS-PP vai estar atento «para ver como é que se podem tornar os regimes o mais próximo possível, para que as pessoas não se sintam como portugueses de primeira ou de segunda, consoante tenham os seus incêndios e dependendo da generosidade por parte dos portugueses».

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