António Costa visita faixas de limpeza de combustíveis em Monchique

António Costa e Eduardo Cabrita estiveram hoje, dia 1 de junho, numa visita oficial a Monchique, no âmbito das ações de prevenção estrutural, operacional e de combate aos incêndios em meios rurais.

Na visita junto ao Bairro da Força Aérea, onde equipas de sapadores florestais estavam a proceder à limpeza de faixas de gestão de combustíveis, o primeiro-ministro declarou que tem encontrado «de norte a sul do país uma grande mobilização quer dos proprietários, como dos autarcas, concessionários e do Estado». Acrescentou que todos «têm procurado corresponder» à necessidade de limpeza das florestas para prevenção dos incêndios.

«As pessoas antes achavam que quando se dizia que era preciso cortar ou fazer a limpeza do mato era um favor que estavam a fazer. Agora, têm consciência de que o que estamos a fazer é proteger um território que é comum a todos», nomeadamente «as florestas, o património, as habitações e vidas humanas», reforçando que esta é uma «mudança cultural» que se reflete nos trabalhos que têm sido desenvolvidos.

Rui André, presidente da Câmara Municipal de Monchique, observa que «este tipo de trabalho [limpeza dos matos] é essencial e há muitos anos que o fazemos». Ainda que se desenvolvam campanhas para alertar para a limpeza de faixas de gestão de combustíveis, o edil reforça que é «responsabilidade dos proprietários e que começamos com um processo de contactar todos». Ainda que tenham tido «uma aceitação muito boa», confessa nunca ter encontrado «uma abertura tão grande» por parte da população.

No posto de vigia localizado no Cerro da Madrinha, que entrou em funcionamento no passado dia 7 de maio, os governantes conheceram a forma de funcionamento daquele meio de vigilância e de que forma este desempenha o seu papel na prevenção operacional dos incêndios rurais. Monchique dispõe de duas torres deste tipo, sendo que a segunda se localiza na Picota, e que pertencem à rede nacional de postos de vigia.

A parada de receção com elementos dos agentes de proteção civil foi o terceiro e último ponto de paragem de António Costa nesta visita ao concelho de Monchique. Na exposição estática de viaturas e equipamentos dos diversos agentes presentes, encontravam-se carros de bombeiros, INEM, proteção civil, um helicóptero, entre outros meios terrestres e placas de sinalização para ocorrências.

Costa referiu que a escolha da serra de Monchique foi propositada e justificou dizendo que «é um dos concelhos do Algarve que não tem praia, mas tem uma riqueza enorme, com termas, uma boa produção de madeira e um conjunto de produções associadas à exploração florestal». Afirmou ainda que «se queremos um país coeso, temos que ter uma região coesa» para que se possa valorizar o turismo que o Algarve tem para oferecer, não só de sol e praia, mas também «turismo natureza e termal».

No que respeita aos incêndios, segundo o primeiro-ministro, «ter noção do risco não serve para meter medo, mas para termos consciência que o fogo é uma ameaça real e para a qual nos podemos preparar». «Temos tido cerca de 60 incêndios por dia, no conjunto do país» e o que é «essencial é que façamos a prevenção».

Já existem números e, segundo Rui André «tudo isto custa muito dinheiro e os municípios mais pequenos não têm capacidade para responder sempre da maneira que os seus autarcas querem». São cerca de um milhão e meio de euros de investimentos para proteger as florestas e estes valores são justificados pela limpeza de faixas nos meios rurais e nos aglomerados urbanos. Neste valor não estão incluídos os gastos que o município vai ter na limpeza dos terrenos privados que os proprietários não limparam.

Os trabalhos de prevenção «não terminaram ontem, dia 31, não há um prazo, porque esta é uma atividade que deve ser continuada». António Costa reforça que é preciso «fazer este esforço. Não é pelo facto de ontem ter acabado o prazo, que não o vamos fazer este trabalho. Só nos dias que em que a proteção civil disser que não é possível fazer limpezas é que é proibido».

Além das limpezas, há outros tipos de comportamentos que devem ser evitados, como «fazer fogueiras, atirar beatas para o chão», salienta.

António Costa revelou o desejo de «que o país possa crescer de forma sustentada e que nunca mais volte à situação de crise que se passou. Para isso, temos que valorizar cada metro quadrado do nosso território. E a melhor forma para o fazer é proteger este bem essencial que a natureza nos legou, que temos de preservar e saber valorizar».

 

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