Ação de reflorestação em Monchique realizada por crianças do Algarve

O projeto de reflorestação e de proteção do perímetro urbano da Vila de Monchique, promovido pelo Fórum Algarve em parceria com a Associação de Produtores Florestais do Barlavento Algarvio (ASPAFLOBAL) e a Câmara Municipal de Monchique, teve lugar hoje, 10 de maio.

Em terrenos da Câmara Municipal de Monchique (CMM), perto do Bairro da Força Aérea, foram plantados medronheiros, sobreiros, carvalhos e castanheiros, espécies autóctones e resistentes ao fogo, por mais de 300 crianças de escolas do Algarve.

Na sessão de homenagem aos Bombeiros Voluntários de Monchique que decorreu no respetivo quartel, Emídio Vidigal, presidente executivo da ASPAFLOBAL, explicou que «a iniciativa é inteiramente financiada pelo Fórum Algarve» e que a «ASPAFLOBAL é a entidade que vai executar o projeto».

Esta ação passa por «intervir em várias propriedades da Câmara de Monchique, à volta da vila, para criar aqui um perímetro de proteção». Identificar problemas e propriedades perigosas, criar mosaicos de proteção, limpar o terreno e reforçar a ideologia de um ordenamento florestal são os objetivos referidos na apresentação deste projeto.

Sérgio Santos, presidente do concelho de administração do Fórum Algarve, mostrou-se solidário com a população de Monchique. «Todos nós, e mais vocês por circunstâncias da ocasião, e toda a gente do Algarve, ficou sensibilizada pelo que aconteceu no fatídico incêndio».

A parceria com a ASPAFLOBAL é, segundo Sérgio Santos, importante para se «fazer alguma coisa com pés e cabeça», de forma a que se faça um «trabalho sustentável para o futuro».

 

Sérgio Santos, Rui Andr
Sérgio Santos, Rui André, Miguel Freitas e Emídio Vidigal

 

«Aquilo que aconteceu em Monchique pode voltar a repetir-se», alerta deixado por Rui André, presidente da CMM. O edil reforçou que «não se podem fazer políticas de alteração da paisagem sem envolver os proprietários» e que a sociedade civil tem «demonstrado uma preocupação com Monchique».

Rui André considerou que esta ação é «um encontro muito feliz» e que está de acordo com «a nossa vontade» de limpar os terrenos e reordenar a paisagem. Referiu ainda que, no final deste mês, será apresentado ao Governo um programa de reordenamento «para permitir que as pessoas vivam nos territórios respeitando os valores ambientais».

Miguel Freitas, Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, congratulou o Fórum Algarve pela iniciativa, dado que «não é a primeira vez que tem este tipo de campanhas», revelando assim a «responsabilidade social» da empresa.

«É tempo de começarmos a sarar as feridas e dar sinais de esperança para o futuro», disse Miguel Freitas que acredita que este projeto «parece ser aquilo que é o sentido certo. A História dos últimos 40 anos da Serra de Monchique não é feliz a nível florestal», lamentou.

Quanto ao incêndio de agosto de 2018, o Secretário de Estado disse que o esforço que «foi feito para proteger os aglomerados urbanos foi bem feito» e deu o exemplo da aldeia de Alferce, quando esta ficou rodeada pelas chamas, e resultou em zero mortes.

O membro do Governo considerou que as faixas de gestão de combustível, «ainda que tenham um efeito muito baixo», permitem «melhor acessibilidade aos territórios por parte dos bombeiros».

Esta ação é a concretização do protocolo que foi assinado em outubro de 2018 e partiu de uma iniciativa do Fórum Algarve para reflorestar Monchique.

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