A saga do medronho, uma «cantora deitada» e um teatro de objetos inesperados marcam Lavrar o Mar em fevereiro

TERRA é o elemento que molda a programação do 4.º ciclo do Lavrar o Mar – As Artes no Alto da Serra e na Costa Vicentina – que começou em outubro de 2019 e termina em maio de 2020.

Em fevereiro, nos dias 7, 8, 9, 14, 15 e 16, será dada continuação ao projeto teatral Medronho – Fermentação e destila, com mais um episódio escrito por Afonso Cruz e encenado por Giacomo Scalisi. É um regresso «à história do Carlos, a quem chamavam o Urso, do seu pai e do melhor amigo, o famoso esquizofrénico, à luz dos olhos lúcidos e maduros das mulheres da serra».

O ponto de encontro será no Heliporto Municipal, pelas 19h30. O espetáculo tem a duração aproximada de três horas e é destinado a maiores de 18 anos. A organização recomenda que os participantes estejam munidos de calçado e roupa confortáveis e apropriados em caso de chuva, porque a performance decorrerá ao ar livre. Os bilhetes têm o custo de 10 euros, que inclui uma refeição ligeira e provas de medronho.

«A cantora deitada» é um espetáculo de dança, música e literatura infantil, no qual «um livro magnífico de Sandro William Junqueira, com ilustrações de Maria João Lima, vai cair nas mãos das crianças para que não se esqueçam de que a chuva afinal canta quando cai num buraco ou no vidro da nossa janela. O público vai ouvir, vai pintar, vai cantar e vai sentir». Trata-se de uma criação de Madalena Victorino, com interpretação de Ana Root e Tiago Rouxinol, que vai decorrer em Aljezur, nos dias 8 e 9 de fevereiro, e em Monchique, nos dias 13 e 14, para o público escolar, e no dia 15, pelas 15h00, para o restante público, na Sala Multiusos da Junta de Freguesia de Monchique. Tem a duração de 1h30, a idade mínima de seis anos e o custo do bilhete é de três euros.

Michel Laubu – um artista e antropólogo fictício francês – estará em Monchique com Deux Pierres (2πr), um espetáculo de teatro de objetos inesperados. «Trata-se de uma bricolage poética, uma mistura improvável de objetos usados, retirados de gavetas esquecidas com coisas que não foram para o lixo. Molas da roupa velhas, pedacinhos de fio e cordéis, traves e troncos de madeira banhados pelo mar e pelo vento. Um povo inventado oriundo da Turákia, país imaginário que existe em geografia vertical», explica a organização. Paralelamente, decorrerá um Laboratório de Criação em que os participantes terão «uma experiência única para compreender que um bule, uma cafeteira, uma carteira ou um banco podem ser personagens que ganham vida própria pelas nossas mãos».

O espetáculo, com a duração de uma hora, realiza-se às 21h30, nos dias 28 e 29 de fevereiro e às 18h00, no dia 1 de março. Os bilhetes têm o custo de 8 euros. O Laboratório realiza-se em Aljezur, no Espaço +, nos dias 24, 25, 26 e 27 de fevereiro, das 10h30 às 13h00 e das 14h30 às 17h00, com o custo de 10 euros. É necessária inscrição obrigatória para o email: info@lavraromar.pt ou telemóvel: (+351) 913 943 034. Aljezur recebe ainda o espetáculo de 21 a 23 de fevereiro.

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