A luz da Europa

A Europa vai comemorar o seu dia, como acontece todos os anos, no próximo 9 de maio. Importante esta comemoração e a fazer cada vez mais sentido, não pelo valor da data em si mesma, que não é o fator mais importante, mas pela reflexão que suscita nestes tempos que vivemos.

As coisas não têm estado fáceis, como é lugar comum afirmar-se. Entre défices, crises de liderança, refugiados, população a decrescer e envelhecer, tecnologias e investigação científica a reboque doutros continentes em vários exemplos, os ditos eurocéticos encontram argumentos fáceis para usar. No entanto, este espaço com cerca de meia centena de países, onde se falam línguas agrupadas em três grandes famílias (eslava, românica e germânica), onde quase não há barreiras para a circulação de pessoas, onde há uma moeda comum que facilita enormemente as transações pequenas ou grandes, onde se procuram manter as identidades culturais de cada região sem cair em extremismos e xenofobias, entre muitos outros valores e conquistas, não pode ficar abalada nas suas estruturas e muito menos ainda nas suas convicções.

Talvez faça falta amadurecimento de algumas decisões, se calhar a matriz cultural e democrática que vem desde os tempos da Grécia Antiga, a força que Roma chegou a possuir há dois milénios, os Descobrimentos dos séculos XV e XVI, o Renascimento e todos os movimentos artísticos que lhe seguiram, a Revolução Industrial, entre muitos outros casos que fizeram da Terra um mundo melhor, provavelmente precisem de ser refletidos.

Deve ser na memória que o problema atual reside mas também no resto do mundo. Afinal o melhor exemplo deve ser entendido a partir da sabedoria do provérbio que afirma O sol quando nasce é para todos. (Leia-se que todas as mentes podem e devem ser iluminadas).

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